Blanche's rebellion weblog. Beware...

17.5.09

*drools*

Ontem vi star trek no cinema pela segunda vez.

Antes de mais nada, preciso dizer que virei fã do Zachary Quinto. Meu Deus, o que é aquele homem atuando????

Mas bater palmas para o diretor também é uma necessidade. Dirigir é, no fim das contas, bastante parecido com ensinar: se um ator está péssimo no filme, é porque ele é ruim. Se todos os atores no filme estão terríveis, não é porque eles são ruins, é porque o diretor é uma bosta.

O inverso também é verdadeiro. Se todos os atores estão bem no filme, se a história flui, se as falas não ficam forçadas... pode-se concluir que o diretor é muito bom, obrigado. E este é o caso do J.J. Abrams, graças aos céus.

Nota importante para a substituição da clássica 'roladinha' do Kirk pela 'penduradinha'. Ontem eu me dei ao trabalho de contar. O homem ficou dependurado sobre um abismo por nada menos do que quatro vezes durante o filme! O.o

Só um momento do filme realmente me incomodou: o momento "e aí, gatinha, o que está achando do lugar que eu consegui com vista para o buraco negro? Show, né?"

WTF, YO? É uma &%#$% de um buraco negro!!!!!!!!!!! Ficar olhando para ele não o torna menos.... armaggedonesco, to say the least!

Mas de resto, o filme é xoda. Mesmo. De verdade. Então get your asses to the movies and go watch!!! \o/

Blanche acabou de adicionar o Spock à lista de weird-looking guys you would still totally have sex with. Os outros são o Neil Gaiman, o Dr. House e sua bengala.

2.3.09

Reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais…

Ultimamente, tenho pensado muito sobre o que atrai as pessoas e o que as repele. Tive uma breakthrough experience recentemente, sentando todo dia do lado de um geminiano daqueles que me causam urticária.

Fiquei cá pensando com os meus botões nos porquês de certas pessoas me darem coceira, e outras pessoas me fazerem sentir em casa.

Daí eu fiz uma listinha:

Pessoas que me causam coceira:

- Sou gostoso(a).
- Sou foda.
- Eu sou ainda mais foda do que aparento.
- Sou mais inteligente que você.
- Aliás, sou mais inteligente do que a mensa inteira junta.
- Olha a merda que nego fez!!!! Olha. A. Merda. Que. Nego. Fez. Caralho que merda!!! Venham todos olhar!!! Vamos todos olhar e rodar em volta da merda que nego fez!!!
- Eu gosto disso porque fulano de tal disse que que é foda.
- Olha! Eu tenho uma moleskine! *humping a moleskine* Eu tenho, eu tenho, você não tem...
- Ah, você sabe desse assunto? Mas sua opinião não vale nada porque blablabla...
- Sou mais nerd do que você (essa é foda. É que nem ‘a minha velocidade da luz é mais rápida do que a sua velocidade da luz’).
- Você não sabe do que está falando.
- Vou achar um jeito de depreciar você.
- E aí, quando você ficar puta, vou rir e dizer que você não sabe levar na brincadeira.
- Eu? Eu não disse nada disso.
- Eu? Eu não disse isso, você entendeu errado.
- Eu? Não... não foi bem isso que eu quis dizer.

Pessoas que me fazem sentir em casa:

- Eu sou eu mesmo(a).
- Eu sou eu mesmo(a) e só isso. Não gostou, não precisa falar comigo.
- Pô, você gosta disso?? Eu acho uma merda (seguido de um longo papo sobre opiniões pessoais, mas sem juízo de valor).
- Pô você gosta disso?? Eu também (seguido de outro longo para sobre opiniões pessoas, mas sem juízo de valor).
- WTF é uma moleskine??? Ah, é esse caderninho??? Ah, tá...
- Isso me revolta porque blablabla
- Eu gosto disso porque blablabla
- Eu sou competente no que eu faço, mas não fico bragging.
- Não conta pra ninguém, mas olha a merda que nego fez.
- Falei mesmo, e falo de novo, pra quem quiser ouvir.

Eu acho que é por isso que eu me dou tão bem com os sagitarianos. Eles são malucos o suficiente para falar a verdade na cara das pessoas e ainda perguntarem “Que fooooooi?” quando nego fica chocado.

O fato é que o geminiano alérgico se foi. O pior é que eu não tenho nada de pessoal contra ele, da mesma forma que eu não tenho nada de pessoal contra lã. Mas que me causa coceira, ah, como causa.

18.2.09

A chuva, a entropia e os cacos de vidro

Olá.
Faz um tempão, né?

Pelo menos não faz mais de ano... Vou me esforçar para não ficar mais tantos meses sem escrever.

Estou aqui para contar mais um episódio clássico da minha vida.

Era uma vez eu, na quinta-feira passada.

Às quintas-feiras eu faço Chi-Kung das 19h às 21h em ipanema. Isso significa que eu tenho que sair do trabalho às 17:30 para poder estar em Ipanema às 10, 20 para as 19h. Daí você pergunta “mas Blanche, por que você não sai 10, 20 min mais tarde??”

E eu respondo: “Por causa da lei universal da entropia do trânsito.” Ela é muito simples. O tempo que você leva para chegar em algum lugar aumenta exponencialmente de acordo com quão tarde você sai. Assim, se eu saio às 17:30 ou 17:40, eu chego em ipanema às 18:20 ou 18:30, ando até a academia e estou lá umas 20 pras 19h. Se eu saio 17:50, pego um engarrafamento monstro, desabamento de barranco, caminhão da comlurb tombado, arrastão no túnel, enchente, furacão e a revolução comunista dos pivetes malabaristas de rua e chego lá às 19:30. Simples assim.

Quinta-feira passada foi um dia em que eu passei o crachá às exatas 17:55. Para melhorar meu dia, não estava chovendo. O que estava acontecendo era a reedição sesquicentenária comemorativa do dilúvio de 40 dias, e eu juro que vi a Arca de Noé passar por mim na Avenida das Américas.

Lá fui eu, com o meu humilde guarda-chuvinha atravessar a rua. Cheguei à conclusão que o vento que me assolava devia urgentemente procurar um psicólogo, porque ele estava na fase adolescente de se revoltar contra as leis da física. Ele estava muito concentrado, naquele momento, em fazer a chuva cair de baixo para cima, tornando o meu guarda-chuvinha totalmente inútil e bastante inconveniente em sua síndrome de Mary Poppins.

Atravessei lutando contra o guarda-chuva, fugindo das poças e segurando a minha calça jeans encharcada (que afrouxou e agora está larguinha) para não cair. Fui, feliz como um pitt-bull que tomou vacina, esperar o ônibus para ipanema.

É claro que, no dia que está fazendo um calor de 80ºC e não tem uma sobra para você ficar, só passam ônibus lotados e sem ar-condicionado. Por uma óbvia analogia, no dia que está chovendo aos cântaros, você está encharcada até os ossos e seu guarda-chuva virou uma massa molhada disforme, qual é o ônibus que vai passar? Um com o ar-condicionado mais gelado da paróquia, é claro.

Peguei o ônibus, sentei do lado de um velho molhado e mau-humorado, e fiquei tiritando de frio. As pessoas podem me chamar de tudo, menos de burra, e eu sabia que aquela seria uma longa viagem. Peguei o mp3 player e comecei a ouvir música, tentando não pensar em como ia chegar atrasada.

Quando chegamos em São Conrado, aconteceu o que eu temia: nada andava. Não havia santo, diabo, macumbeira ou evangélico tagarela que fizesse o ônibus andar. E eu morrendo de f-f-fr-frio e ouvindo Boyce Avenue alto o suficiente para não conseguir pensar em outra coisa.

Resolvi tomar uma atitude muito sábia: ignorei. Abstraí completamente o relógio para não comer os dedos (eu não tenho mais unhas para roer), e esperei, ouvindo música.

Muito.... tempo... depois...

Em ipanema, saltei e vi que eram 19:28. Perdi todo o aquecimento. Merda. Tentei atravessar a rua. Minha calça me lembrou que ela ainda queria ir pra casa se secar, e estava tentando fazê-lo a despeito de eu direcionar o resto do meu corpo para a academia. Segurei a calça, puxei pra cima e vamos lá.

Atravessei a rua, fazendo schlop-schlop. Pensei “pelo menos eu estou de sandália, vai ser fácil de secar depois”. Eu odeio ficar com sapato molhado, fazendo squish. Se é pra molhar o pé, que dê pra secar depois.

Fui correndo pela rua. Eu, a mochila, o casaco, o guarda-chuva, a calça e a sandália, tudo encharcado. Lembrei que eu tinha que passar no banco para pagar a mensalidade do Chi-Kung e, depois de um protesto bastante contundente do meu estômago, decidi que eu teria que comer antes de ir para a aula, sob o risco de não sobreviver a ela sem cair no chão. Atravessei a rua e, ao chegar do outro lado, senti uma pontada na sola do pé.

Mas hein?

Pisei de novo. A pontada continuava lá. Parei no meio da chuva, dobrei a perna e botei a mão livre (a outra segurava o guarda-chuva) no pé. Senti uma coisa dura e tentei puxar. Meus dedos vieram sozinhos, com uma ardência muito aguda. Olhei bem para eles. Estavam ardendo, mas não parecia haver nada de errado. Tentei pisar de novo. Ai! Dessa vez doeu. Parei numa banca de jornal, botei a mão de novo e virei o pé para olhar. Taráááá!! Tinha um caco de vidro bem enfiado no meu pé. Ô porra. Olhei para a minha mão. As partes dos dedos que tinham ardido estavam agora sangrando loucamente, aquele sangue vermelho vivo, escorrendo junto com a água. Respirei fundo, meti a mão no caco de novo, arranquei o maldito fora e fui mancando até o banco para tirar dinheiro.

Tirar dinheiro foi uma tarefa complicada. Fiz alguns malabarismos para não transformar o caixa eletrônico na cena a la Kill Bill onde alguém é assassinado a facadas contra o painel. Consegui afinal, e fui comer. Pedi um salgado+refresco na primeira lanchonete que vi e usei o fato de o copo ser de vidro e estar gelado para estancar um pouco o hiten mitsurugi da minha mão. Só depois disso eu fui pra aula, ainda mancando, ainda segurando a minha calça, ainda tentando impedir o guarda-chuva de alçar vôo e ainda com a mão sangrando, ainda que menos.

Eram 19:55 quando eu entrei na aula. :p

2.2.09

Furacão

Cheguei eu à conclusão que cansei de ser tomada por um furacão incontrolável.

Vou tentar ao máximo me ater à minha insignificância no mundo a partir de hoje....

1.2.09

Meu computador é um hospedeiro.

Bom... era uma vez eu. E o meu notebook. E uma formatação.

Depois de muito vai e vem....

Nós descobrimos que o Windows Vista é uma entidade do mal, uma praga dos infernos, um virus-mor que tomou conta do meu computador. E ele veio assim de fábrica... :p

Basicamente, o objetivo era formatar o computador, instalar o XP e fazer um dual boot do Ubuntu. 

A primeira tentativa foi feita com o CD do XP. Descobrimos que ele não reconhece o meu hd, pois na época que o XP foi feito, meu hd... bem... não fazia exatamente parte da existência.

Tentamos então formatar via Ubuntu. No deal. O CD do Ubuntu congelou. Recapitulando... o CD do UBUNTU (que funciona com QUALQUER COISA) travou. 

Desenvolvemos então uma teoria: o Vista havia detectado as nossas tentativas hostis de expulsá-lo.

Socorro.

Tentamos formatar com o CD do Vista. Depois de muitas horas, descobrimos que o negócio foi feito para você nunca mais tirar o Vista do computador. O CD só recuperava o sistema, e não dava a opção de formatar.

Por dois dias, tentamos de tudo. De TUDO. Conseguimos eventualmente fazer o boot pelo pendrive do Bu (onde tínhamos enfiado o Ubuntu) e conseguimos formatar o computador pelo Ubuntu e tirar o Vista na base da retroescavadeira.

Legal, nós temos o Ubuntu. Vencemos a batalha contra o Vista. Isso vai entrar para o meu currículo!!!

...

...

Mas não temos XP!!!!

Não ter XP significa que todos os programas que eu preciso usar (como o word, por exemplo), não funcionam com o Ubuntu, nem com o Vista.

(Não me perguntem o porquê do Office não aceitar instalar no Vista....)

Final das contas: reinstalamos o Vista para podermos pegar todas as informações do meu hd, na esperança de encontrar os drivers.

E não encontramos os drivers.

Tentamos baixar um programa que particionava o hd e formatava uma das partições no formato aceito pelo Ubuntu.

E ele estava com vírus.

Bottom line? O Vista me venceu. :( Até segunda ordem, nem dual boot com o Ubuntu eu tenho. Uma desgraça. u.u O Vista é uma entidade do mal, que se apodera de forma simbiótica dos seres computacionais em que ele é instalado. Como um simbionte do mal, ao ser arrancado, ele incapacita seu hospedeiro.

21.12.08

Praia!

Hoje foi um dia de praia com improvável sol...

O Pan ganhou seu presente de Natal, um livro sobre mapas, chamado Mapping the World e está até agora saltitante com o brinquedo novo.

Amanhã é um novo dia de trabalho e stress... Mas é só amanhã e terça. Terça eu vou sair do trabalho e ir ver Crepúsculo no cinema!!! E quarta eu não trabalho! Eu sou um tubérculo feliz.... \o/

Inté!!!

13.12.08

Nhó!

Mudanças no trabalho...

Pois é... Lá vou eu executar mais uma função nova... Não que eu não ache legal. Eu fico entediada muito fácil, e se não tiver 2398304913 coisas novas para aprender, fácil fácil eu acabo rendendo menos, ficando mais alheia às necessidades do trabalho e tal...

Mas putaquipariu, como essa função nova é trabalho de corno. É muito idiota.

Basicamente, a coisa aconteceu assim: pessoa sabe que vai sair de férias. Pessoa vira e fala: eu vou sair de férias e não tem ninguém para me substituir... uma segunda pessoa da equipe da primeira pessoa diz "me ensina". A primeira pessoa diz "você não vai conseguir aprender". Terceira pessoa diz "me ensina". Primeira pessoa diz "você não vai conseguir aprender". A chefe da pessoa diz "me ensina". Adivinha o que a primeira pessoa diz?? "Você não vai conseguir aprender".

Daí o pessoal achou uma forma de resolver a situação. "Chama a Blanche". Pois é. 

15.11.08

Fucking A, man...

Era uma vez a saga da Blanche indo para o condado de Santo André.
Nota: Santo André é um cu. Lembra do special hell, for child molestors and people who talk in the theatre? Pois é. É lá.
É óbvio que a minha chefe acha que viajar pela empresa é muito divertido, porqua afinal você fica num hotel, com as despesas pagas e tal...

Mas bem, one thing she can't grasp é que eu gosto da minha casa. E das minhas coisas. E da minha cama. Ficar num hotel sozinha depois de um dia estressante de trabalho NÃO está na minha lista de coisas para fazer antes de morrer.

Pois bem. Lá fui eu pro special hell.

Acordei 4:40 da manhã, fui para o aeroporto, peguei o avião, desembarquei em Cocônhas, peguei um taxi e fui para Santo André. Chegando lá, eu trabalhei que nem uma cachorra, almocei num lugar que tinha o melhor filé mignon da minha vida (o único ponto alto da viagem), voltei, trabalhei que nem uma cachorra e saí.

Detalhe: a minha teoria é que, em geral, os lugares com a melhor comida são aqueles em que não há porra nenhuma para fazer. Se um dia você quiser fazer um tour gastronômico, make sure que os lugares para os quais você vai são poços inomináveis de chatice. Os nativos em geral compensam tudo na comida.

Depois que saí da empresa, liguei para o Denis e combinei de jantar com ele. Daí tivemos uma longa e rica conversa sobre relacionamentos (tipo o dele), o que fazer com as pessoas com quem você se relaciona (tipo a namorada dele) e o que não fazer com as pessoas com quem você se relaciona (novamente, a namorada dele).

Cheguei no hotel por volta das 22h, tomei banho e fui mimir.

No dia seguinte levantei com dor. >:P A sorte foi que eu tinha tomado banho na noite anterior porque sofri um acidente ridículo:

Despertador do celular toca "Good morning Baltimore".
Blanche abre um olho e agradece aos céus pelo blackout da janela.
Blanche se vira e começa a se espreguiçar.
CREC!!!!
Blanche não se vira, não se espreguiça e não se mexe.
Fuck.

Fui para o trabalho, trabalhei como um cachorra novamente, almocei, voltei, trabalhei que nem uma cachorra e... Saí às 17:30 para pegar o vôo de 20:00.

Detalhe: estava chovendo torrencialmente.

Cheguei uma hora depois no aeroporto, o que me deixou muito surpresa. Fui toda feliz fazer o check-in... E ouvi no alto-falante que o aeroporto fechou.
O.o

Sim, ele fechou.

O.o

Não, não era uma ilusão auditiva. Ele re-al-men-te fechou.

Ó.ò

Fudeu. Liguei para o Carlinhos, assistente da minha área, perguntando o que eu deveria fazer caso o aeroporto fechasse (às 23h) e eu ainda não tivesse embarcado. Ele disse "acha um hotel e paga, que depois a gente reembolsa".

Ele, no entanto, não conseguiu me indicar nenhum hotel para fazer isso caso eu precisasse. ¬¬'

Ok. Fiz o check-in e fiquei lá esperando... esperando... esperando... esperando... esperando...

Sentei na frente do telão que anunciava os vôos. Liguei pruma penca de gente, vi meu e-mail, tuítei etc.

E continuei esperando... esperando... esperando...

Eram 22:45 e nada. E eu mais tensa a cada minuto. No telão o status do meu vôo era "Atrasado - sem previsão". Eu já estava lendo um livro àquela altura. Baixei a cabeça para ler. Levantei de novo, menos de 1 minuto depois.

VÔO TAL - 23:00 - ÚLTIMA CHAMADA.

HEIN???????????????????

Como é que o meu vôo passou de sem previsão para última chamada em menos de 1 minuto????

Saí correndo que nem uma louca insandecida pelo saguão. Consegui pegar o ônibus e embarcar. Ufa.

Eu sento, afivelo o cinto e começam os procedimentos para decolagem. Tudo muito bom, tudo muito bem. As aeromoças anunciam que, em parceria com a Bavaria e sei lá mais quem, teríamos um happy hour.

Eu penso: bom. Deve ter refrigerante. E eu estou morrendo de sede. Eba.

Aí, no momento em que as aeromoças saem da cabine com o carrinho, o avião, que voava bastante estável até então, começa a chacoalhar loucamente.

Murphy é o senhor.

Obviamente as aeromoças não conseguiram servir ninguém. Toda vez que elas tentavam sair da cabine com o carrinho, o avião chacoalhava. Toda vez que elas voltavam, o avião estabilizava.

Foi ridículo.

E assim, eu cheguei em casa às 5 para meia-noite. >:P Tudo isso para estar na empresa no dia seguinte às 9:00 (óbvio que eu me atrasei e cheguei às 9:26, mas foda-se).

Mi.

8.11.08

My world is fucked up

My world has a fucked-up idea of a bad day.

For most people, a bad day is a day when you miss the bus, when your boss decides it's "be a pain in the ass" day, when your computer simply does not work...

For me, a bad day is a day in which:

- My back's killing me.
- I get to be caught up in the worst traffic jam ever just to get to work.
- As a consequence, I get to work late.
- I fight terribly with a stupid girl about the most stupid reason. For several minutes. On the phone.
- My back's killing me.
- I go to a meeting and it is decided I'll have to go to St. André next week. And I hate that city.
- I have no time to have lunch. I therefore eat a sandwich.
- I am told nobody told me, but I'm moving to a different cubicle. Now.
- My back's killing me.
- I leave to go to the nutritionist. I get there. No one answers the door. Suddenly, a guy comes, followed by two cops, guns in hand. They enter the doc's office, and I am told I'll have to reschedule the appointment cause someone robbed the clinic.
- My cellphone decides to be antisocial. It refuses to call anyone.
- And my back's killing me.

30.10.08

The Corporate World

Hate. Corporate. Thinking.

It's not cause I'm smarter than the average. It's just cause the average is too low nowadays.

So you've got brains, and you're fucked.

Ignorance is bliss. Can you imagine today I received an e-mail saying that I had to take care of some business which was none of mine, just because I had "the knowledge"? The thing had NOTHING to do with me!!! It's not even my department's responsibility. And it's not that I have know-how, cause I don't. It's cause I have "the knowledge".

And I had to go on and do it cause "no one's knowledge is compared to yours".

What knowledge is this I have? I hadn't any privileged access to any information. Now, just because I think, it somehow means I have to be punished with loads of unrequired, unnecessary work??? Jesus Christ.

That's it folks. The dumb prevail.

27.10.08

Acupuncture

Hullo!!!

After a long time without writing, I decided to come back, and use this thing as a tool to bring my sanity back.

Why am I writing in English? No, it’s not cause I have all these different personae. Really, that’s not the reason (although I tend to evade the personae issue).

It’s cause 1) I need practice 2) most people whose opinion I care about read well in English 3) some people whose opinion I care about can’t read in Portuguese and 4) Some people whose opinion I don’t really care about can’t read in English. So, I’m good.

Back to business, I am now 26 years old, and I have hernia.

Actually, it’s not really hernia, it’s a protrusion of a lumbar disc. Whatever.

Facts: I’m doing Pilates (a type of exercise, non-aggressive to the back) and RPG (NOT Role-Playing Game, though I practice that also. It’s Global Postural Repositioning, a poor but true translation).

As none of the above managed to end my pain (Pilates is working, RPG is not working at all), My doctor decided I should go for acupuncture.

Yup. Acu-fucking-puncture.

So there I am, getting rid of my clothes in a very bashful situation so a cross-eyed old man can stick a bunch of needles in my back.

Did I mention he was cross-eyed?

Oh, well. You know that yearning humans have… I tend to believe it’s the whole apple-snake thing… that you can’t ever say it’s forbidden and not expect that trying whatever you forbid is the first thing they’ll do?

The doctor tells me to explain why I’m there. I do. Apart from the episodes of pain in which I can’t move, I feel, 100% of the time, a very acute pain in the surface of the lumbar area whenever someone pressures the spot. It’s. Very. Painful.

So I tell the cross-eyed doc NOT to pressure the goddamn spot. But, as I said, it’s a snake-apple thing. There he goes and AAAAAAAAAAAAAHHHHH!

Fuck.

The session usually lasts 40 minutes or so. There was I, praying so that the good doctor would take pity on me and stop causing excruciating pain to my poor lumbar.

Nope. I was wrong.

The session took 1 and a half hours!!! Jeez. The doctor had to let another patient go because the simply couldn’t find a way to stop my pain. As he left the room and said “Well, hang in there for sometime, let’s see if it works”, I looked back and I found myself as a very pathetic porcupine. ¬¬

This is one of those moments when you think your life over. You see, here I am, late as hell for work, I’m not getting the HR to accept “I was getting my back pinned all over” as justification (even with a medical receipt and so), in pain, immobilized, porcupine-like and hating every moment of it. And I thought: Fuck it (I’ll do it live! – nope, just kidding)! I’m going back to Qi Gong. No more alternative treatments for me. I’m going back to the start, to something I know works.

Lesson of the day, kids: Acupuncture is NOT a pain-relief technique.

5.5.07

E Deus inventou a pasta de dente

De todos os motivos para discórdia familiar, acho que finalmente encontrei o mais estúpido. Que a minha mãe é um personagem irreal saído de um cruzamento entre a mãe de Gilmore Girls, a mãe de Everybody Loves Raymond, a Samantha de Sex and the City e uma doninha enfurecida não é novidade para ninguém. Momentos com ela são inspiração constante para SitComs, e eu sempre me sinto o patinho feio perdido num episódio da Família Addams.
Outro dia fui eu linda, feliz e faceira ao dentista. Na verdade à dentista, que me recomendou uma pasta de dente especial e tal. Eu já havia comprado um pack com, sei lá, uns 4 tubos de pasta de dente para a casa, mas comprei mais um tubo da tal pasta de dente especial, pensando em deixar os outros tubos para minha mãe usar.
Cheguei em casa e, tal qual se faz com uma criança, fui mostrar minha aquisição à minha mãe:
- Oooolha... Eeeesta... é minha pasta de dente. Ela é a MINHA pasta de dente. Tem vários tubos de pasta de dente sóóóó pra você. Então eu vou pedir que você nããão use a minha pasta de dente... Tá?

Fiz uma breve descrição da pasta de dente, ressaltando a marca e as diferenças entre a minha e as dela, na esperança de que, ao olhar os tubos, ela saberia qual era qual.
Toda esta neurose tem explicação. De certa feita, quando fui ao banheiro escovar os dentes, lá estava minha mãe, fazendo o mesmo. Esta é uma situação rara, pois meus horários e os dela em tudo divergem. Ela fica em casa a maior parte do dia, enquanto eu saio às 7 e quase sempre volto em torno das 22hs.
Pois bem, estava ela escovando os dentes. Olho para ela, olho para a escova. Olho para ela novamente. Abro o armário, só para ter certeza. Tenho certeza.

- Mommy, você sabia que essa é a minha escova?

Ela faz cara de assustada.

- É? Não... essa é minha.
- Essa é uma escova verde-água dura. As suas escovas sempre são rosa ou roxas, e macias. Eu comprei essa escova. Ela é minha.

Bem que eu havia reparado que a escova estava se desgastando muito rápido...

Ela é assim com tudo.

Voltando à história da pasta de dente, os dias foram passando e eu reparava que a minha pasta se consumia rapidamente, enquanto a dela nem se movia. Fui questionar sobre o assunto, e ela disse que claro que ela não estava usando a minha pasta de dente!

Mais dias passaram, e voltei a falar com ela, mas já sem questionar:

- Você está usando a minha pasta de dente!
- Você é louca! É claro que não estou usando nada!
Mais alguns dias depois, encontrei um pouquinho da minha pasta na pia.

- Você usou a minha pasta de dente!
- Usei sim... eu estava passando mal, estava confusa...
- Mas eu disse para você não usar!
- Mas eu estava passando mal!

Mais alguns dias e a minha pasta de dente estava quase no final, e a dela não havia se movido. Peguei os dois tubos.

- Olha só a minha pasta de dente... e olha a sua!
- Meu Deus, a sua está no final!
- *Grunf-grunf-grunf* juuura? Você está usando a minha pasta de denteeee!!!
- Ah, eu não garanto nada... Pode ser que eu tenha usado, né? Para sumir assim...

E depois disso eu passei a esconder a pasta de dente num canto do armário. Tá durando até hoje, só aquele finalzinho...

14.3.07

A Looong Looooong Time Ago

... In a galaxy far away, eu escrevia nesse blog, né??

Pois é... Vamos ver se, de férias, a situação melhora... ^.^

Sobre as férias...

Murphy é o senhor. Mesmo. Muito.
Eu estou trabalhando na TIM há aproximadamente 1 ano e 3 meses.
Eu fiquei como a última no raking de quem sai de férias lá no meu grande setor de 3 pessoas.
Aí o Ivan, lendário que trabalha comigo (foi ele que me chamou para trabalhar lá), saiu... ele ia ficar 2 semanas de férias e depois saía eu.
Saía.
O Ivan teria que voltar numa 5a feira, o que é muito chato, então eu disse pra ele "fica em casa... eu atraso minhas férias em um dia e você chega na segunda..."
Na fatídica 6a feira que eu havia me esforçado para liberá-lo do trabalho... ele me torce o pé.
Siiiiiim, senhores... ele TORCE O PÉ!
1 semana de Ivan de molho. Todos os meus planejamentos e compromissos por água abaixo (ou quase todos. Os que não dava pra desmarcar de jeito nenhum eu fui assim mesmo).
Mi. ¬¬

23.8.06

Ok, ok, muitos muitos acontecimentos. Muito tempo sem escrever também.
Mas me perdoem, ó mosquinhas!! Eu juro que não foi por mal...

Parte I: Da monografia.

Poisé. Estou fazendo a pesquisa preliminar da minha monografia. Já achei um monte de coisas legais, depois eu posto trechos das mais interessantes aqui e vocês (sim, vocês, fazendo "bzzz" aí no canto) me dizem o que acham!

Parte II: Do trabalho.

Quando você acha que finalmente está conseguindo botar as coisas em dia, o mundo cai na sua cabeça.

Parte III: Da coluna.

Eu tive um problema na coluna. Começou a doer desesperadoramente no domingo passado. Segunda eu fui pro médico durante a hora de almoço.


K (no telefone): O médico atende a partir de que horas?
R (no telefone): A partir das 13hs.

E eu estava lá as 13hs. Tinha 3 pessoas esperando. Pensei "oba! Vou ser atendida rápido!"
Mas a porta se abriu... e começaram a chegar todas as velhinhas que pegaram senha de manhã e voltaram para casa...

Uma hora depois, eu ainda estava esperando.
K: Oi... quanto tempo mais ou menos vai demorar ainda?
R: Umas 3 horas.
K:...
R:...
K: ... Me devolve minha carteirinha? Eu acho que em 3 horas dá pra eu ir e voltar do Copa D'Or.

No Copa D'Or...

K: E aí... eu tenho um problema aqui *aponta o terço de baixo das costas* que você não pode apertar que dói muito.
M: Desde quando?
K: Desde sempre.
M: ...
K: Dói muito mesmo.
M: Posso apertar?
K: Não.
M: Só um pouquinho?
K: Você vai tomar uma porrada.
M: Nem vai doer, ó *aperta*
K: AAAAAH, PORRA! *dá uma cotovelada no médico*
M: Poxa, dói mesmo, né? Que estranho...
K: ... filhodaputa... vai apertar a mãe! grunfgrunfgrunf
M: Olha... vamos pedir uma ressonância magnética pra ver o que é isso...
K: hunfgrunfgrunf
M: Bom, enquanto isso, você vai tomar esses remédios aqui! *prescreve um antinflamatório (que tem como efeitos colaterais todas as reações possíveis desde coriza até infarto- são 3 longos parágrafos de letras pequenininhas na bula) e um relaxante muscular (que dá muito muito muito muito sono)*.

21.5.06

O Alce, o Koala e o Vento

*PUF*

- Pronto. Muito enjoado?
- Me lembre de nunca mais deixar você fazer isso comigo.
- Ah, fica tranqüilo. Todo mundo fica enjoado na primeira... vez.

Ângela parou de falar para seguir o os olhos de Alcebíades. Ele estava alerta, olhando para todos os lados.

- Cadê o Di...
- Shhh! Tem algo de errado.

Alcebíades soca a própria mão e sua cópia se move sorrateiramente, com as armas em punho. Escora-se em uma estante e gira, para surpreender um possível agressor, apontando as armas para frente.

- Já estava na hora!

À sua frente Alcebíades viu as costas de Diego. Além dele, Daniel apontava duas armas, uma para cada um dos agentes.

- Daniel, você está em desvantagem. Eu tenho duas armas apontadas para você, você tem que dividir sua atenção em duas pessoas.
- Isso é uma questão de ponto de vista, Alce. Eu só estou mantendo uma arma em você para te impedir de fazer movimentos bruscos. A minha atenção está nesse garoto aqui. Eu sei que você não tem medo de morrer em ação. Mesmo porque esse não deve nem ser você, e sim uma cópia.

Atrás da estante, Alcebíades vira para Ângela e coloca o indicador sobre os lábios. A tensão à frente continua:

- Ô moleque! Eu achava que você virava um koala furioso em situações como essa.
- Eu ainda estou tentando entender como é que ele não está com a cara toda arrebentada. E o cheiro dele está diferente.

Ângela se agacha e vai até a ponta da estante para tentar ver o que está acontecendo. Alcebíades puxa o seu braço, mas ela teletransporta o braço para longe da mão dele e sussurra:

- Eu sei o que estou fazendo!

Ela consegue vislumbrar a cena e volta para trás da estante. Alcebíades olha para ela com cara de intrigado.

- Você consegue se comunicar com a sua cópia?
- Sem chamar a atenção do Daniel? Acho difícil, ele vai perceber.
- Ele vai atirar nela se perceber?
- Duvido. Ele provavelmente vai tentar me sacanear sobre o assunto.
- Então pode arriscar. Vamos fazer um ataque surpresa.
- Mas ele está apontando uma arma direto na cara do Diego!

Ângela tira um pequeno tubo de spray de um bolsinho em sua calça.

- Ele não pode acertar no que não pode ver.

_____

A cópia de Alcebíades franze as sobrancelhas.

- Que foi, Alce? Recebendo ordens? Você sempre foi assim, quando as coisas ficavam divertidas vinha o Papai Moura e acabava com a brincadeira...
*PUF*
*Phshhhhhhhhhhh*
*PUF*

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhh!!! O quê....?

*TÁ-TÁ! TÁ!*

Daniel cai no chão, com um tiro em cada mão e mais um no joelho. Ângela, que tinha se teletransportado de volta para trás da estante por segurança, põe a cara para fora. Diego tinha rolado para longe do alcance da arma de Daniel na primeira oportunidade.

- Ei, Ângela, o que foi isso que você tacou nos olhos dele, spray de pimenta?
- Não. Desodorante. Sempre anda comigo.

Diego olha para ela, incrédulo.

- Que foi, você nunca fica suado?

Ela e Alcebíades saem de trás da estante, indo na direção de Daniel.

- Ahn.... quando eu disse que era para imobilizá-lo, Alce... eu não quis dizer...

Alcebíades passa por sua cópia, chegando perto de Daniel, que tenta correr para um canto. Alcebíades o chuta para o lado e Daniel cai de bruços. Alcebíades dá mais um tiro, na cabeça de Daniel.
- ...

Ângela e Diego se entreolham. Alcebíades faz sinal para o corredor à frente.

- Vamos. Temos pouco tempo.

11.4.06

O Alce, o Koala e o Vento

*CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP*

- Mas qual é o esquema da fábrica abandonada mesmo?
- Diego, se você perguntar isso de novo eu juro que te jogo pra fora daqui.
- Mas é que o barulho está muito alto!!!!
- Diego, presta atenção! Tá vendo este ponto aqui na planta baixa? Pois é. É por aqui que a gente vai entrar. Daí a gente segue pela direita, passa essas máquinas aqui, e a gente deve estar perto do laboratório...
- Poxa, você decorou tudo mesmo, hein?
- Eu não quero morrer atravessada por uma parede, obrigada.
- Chega de palhaçada. Como a gente vai entrar?
- Como assim? Eu vou carregar vocês.
- Sim, mas você vai carregar os dois juntos ou um por um?
- Um por um. Eu vou primeiro, vejo se é seguro, volto, pego um, levo, pego outro, o primeiro fica dando cobertura lá dentro, e eu levo o segundo. É só vocês decidirem quem vai primeiro.
- Eu!
- Eu!
- Eu tenho uma mira melhor que a sua.
- Eu viro um koala maníaco.
- Exatamente.
- Eeeeeei...
- Batam par ou ímpar.
- Par!
- Par!
- Eu quero par!
- Eu falei primeiro!

Ângela tira uma moedinha do bolso e joga para cima.

- Diego, você vai primeiro.

O helicóptero começa a fazer uma suave descida. Os três olham para baixo, e vêem os contornos da fábrica na escuridão. Eles afivelam os pára-quedas e se dirigem para a borda do helicóptero.

- É agora.
-------

-Hunf grunf gruuuuuunnf!!!
- Que foi?
- Não consigo tirar o pára-quedas!

Ângela abraça Diego e o teletransporta meio metro para o lado. As faixas que prendiam o pára-quedas a Diego ficam brevemente suspensas no ar e depois caem no chão.

- Credo! Onde você aprendeu a fazer isso? – Diz Diego, ainda tonto e enjoado.
- Eu andei treinando para só levar o que eu quero.
- Você andou treinando bastante.
- Claro. O perigo de deixar a roupa de um de vocês dois para trás me motivou. – Ângela deu uma risadinha e foi andando, à frente dos dois.
- É sério isso? Ela fez mesmo uma piada? – cochicha Diego para Alcebíades.
- Eu acho um absurdo. Eu estou em perfeita forma!
- Bom, ainda bem que ela treinou, né? Vai que ela deixa as suas armas para trás.

Alcebíades pára e pensa.

- Será que não tem outra forma de entrar na fábrica?
- Ahn... tirando os alarmes e sensores e vigias? Acho que não. Pelo menos não sem sermos percebidos.
- Droga.

------

- Ok. Agora eu vou pular lá pra dentro e...
- Pular?
- É, Diego, é como pular. Você prefere que eu diga “vou atravessar a parede e...”
- Não, pular é melhor...
- Dá pra vocês pararem de discutir?
- Bom, então eu vou pular, ver se está tudo vazio, voltar, carregar o Diego, pular, voltar e carregar o Alcebíades. Enquanto isso vocês dois têm que estar sempre alertas, ok?
- Ok.
- Clec-clec. - Alcebíades destrava as armas em resposta.
- Ok. Lá vou eu. Não se mexam porque eu vou voltar exatamente para este ponto, tá?

E Ângela some com um rastro de fumaça. Dez segundos se passam e ela volta.

- Tudo certo. Vamos?

Ângela abraça Diego e ambos somem. Alcebíades ouve um barulho nas proximidades e se agacha, esperando para atirar. Ângela volta e Alcebíades vê um vulto se mexendo e atira. Um tiro se crava na parede logo atrás de Ângela. O vulto cai morto no mato.

- Ahn... O que foi isso?
- Provavelmente um segurança fazendo a ronda. Vamos ter que ser mais rápidos do que o planejado.

Ângela abraça Alcebíades e some, com um rastro de fumaça.

8.4.06

Só notícias mesmo...

Pois é, meu povo... Long time, no... write?
As coisas por aqui estão bem, como sempre eu trabalhando muito, mas hopefully esses 3 feriadões seguidos devem fazer alguma diferença na minha vida, né?
Bom... vamos voltar a escrever? Caike?? Que tal?
Depois eu conto algumas histórias engraçadas para vocês também...
Ah! Tem evento do Alexandre nos dias 22 e 23 de abril, hein?
Beijo pra todo mundo!

13.3.06

Pausa para crítica de Cinema


Pois é...
O blog ficou parado por TANTO tempo que agora eu só tenho uma pessoa visitando e mesmo assim só quando eu aviso que postei. (Oi Caike!^.^)

Eu resolvi hoje fazer uma pausa nas atividades já bastante pausadas do blog para uma reflexâo derivada de um filme que eu vi novamente este fim de semana e de uma aula que eu tive hoje na faculdade.

O nome do filme é Butterfly Effect, que eu vi, originalmente, no cinema.

Eu cheguei à conclusão que, não importa quantas vezes eu assista esse filme, eu sempre vou ficar pelo menos uma semana me lembrando das cenas e considerando cada ação da minha vida em relação às conseqüências com todo o resto.

Hoje eu tive uma aula de dramaturgia, na qual a professora resolveu definir - errado - o que era catarse. Infelizmente, exatamente como aconteceu em uma discussão sobre democracia e anarquia, as pessoas tendem a moldar as definições próprias delas das coisas e basear o conhecimento sobre a essência da coisa, o que é, o que a define e o que não a define, através de suas próprias experiências pessoais. Até aí não há mistério. Nunca a percepção de mundo deixou de ser subjetiva. A questão é que as pessoas têm o mau hábito de desconsiderar como outras pessoas entenderam, ou mesmo desconsiderar o que há sobre a própria coisa. Assim, fica fácil criar a sua própria versão do Marxismo. Mas você leu Marx?

Ao me colocar para pensar sobre a catarse, voltei instantaneamente para o filme, e percebi que ele é um excelente exemplo moderno da catarse grega antiga.

Muitas pessoas acreditam que catarse é uma experiência de enlevo na qual você sai de si mesmo, no sentido de que a sua consciência se dilui. Ou então que identificar-se com um personagem é uma experiência catártica, o que também é uma versão bastante distorcida da realidade.

Catarse é, pela definição grega, a absorção de conhecimento, através de uma experiência de identificação, pela pena e medo. Traduzindo, vemos o herói trágico, vemos que ele sofre, sofremos com ele. Identificamos nele nossas falhas humanas, nossos pecados, nossas faltas, e conseguimos nos colocar em seu lugar. Sentimos pena e compaixão por uma pessoa, humana, com alguma falha grave, mas genericamente boa, que comete um erro. Este erro, como quase todos na vida, é irreversível e desencadeia uma série de acontecimentos que apontarão, eventualmente, para sua ruína. A catarse é uma vacina. É um sofrimento pequeno, para previnir um grande. Não à toa as tragédias gregas não tinham mais de meia hora. Sua estrutura era feita para ser tensão e sofrimento sempre crescentes. Ninguém resistiria àquele nível de stress por tanto tempo, e os gregos meio que entenderam isso realmente rápido. Tanto isso era verdade que, ao ressucitar a idéia de tragédia, Shakespeare teve que adaptá-la para que a platéia suportasse os nada breves 5 atos presentes em suas obras (as tragédias, em específico). Ele usou como recurso o alívio cômico, de forma que o desconforto do espectador fosse atenuado e que ele agüentasse chegar até o fim da história.

Butterfly Effect é um filme altamente catártico neste preciso sentido do termo. Por mais que você procure abstrair, as lições do filme marcam seu espectador a ferro e fogo, e é impossível assisti-lo sem pensar nas conseqüências dos seus próprios atos, por mais simples que eles pareçam. Como as tragédias gregas, ele não mede recursos para causar no espectador a catarse, e vemos em Evan a mesma falha do que em Édipo: o orgulho, a crença de que ele tinha em si o poder de mudar as coisas para melhor. Ele, como Édipo, vai em busca do conhecimento do seu passado e, contido nele, o conhecimento de si mesmo, pois acredita que só através desta experiência será capaz de desvendar o mistério que o cerca, e toda a questão que envolve seu pai, sua memória e sua vida.

Assim, uma grande dica para um grande filme para quem ainda não viu. E quem já viu sempre pode ver de novo. Em obras assim há sempre mais coisas a descobrir. Elas nunca se esgotam, pois exploram o ser humano em muito mais do que se propõem a fazer. E o ser humano é um terreno deveras inexplorado, a despeito de todas as tentativas.

A notícia triste é que estão fazendo um sequel, Butterfly Effect 2. Filmes bons assim simplesmente não deveriam ter sequels, devia ser proibido por lei!

4.3.06

O Alce, o Koala e o Vento

- Pois bem. Qual é a desculpa que vocês vão me dar por terem desorganizado todas as minhas coisas?
- Ahn.... De-desorganizado?

Ângela se virou para olhar os montes de coisas separadas por sentido e tentou visualizar novamente como o quarto estava antes que ela começasse a arrumá-lo, procurando nestas imagens um sentido para a frase do Dr. Moura.

- É claro. Todas elas estavam em perfeita ordem lógica antes de vocês mexerem.
- Bom, Dr. Moura... É que a gente estava desconfiado... Eu ouvi uma conversa ontem...
Diego tentou ser breve, e contou o ocorrido na noite anterior.

- Hm. Que bom. Isso quer dizer que o nosso plano vai bem.
- Como assim?
- O agente que você viu é o agente Moita. Mas vocês se dirigirão a ele como agente Neiva.
- Neiva?
- É. Ele está trabalhando como nosso agente duplo-duplo.

Diego e Ângela se entreolharam.

- Um duplo-duplo é um agente nosso que passa por agente duplo com o inimigo, mas na verdade está com a gente. No caso, Neiva vendeu-se como agente duplo para a Gutierrez, mas na verdade está trabalhando para nós. É ele que vai conseguir todas as informações para nossa próxima missão.

- Mas ele estava dando informações sobre você. E sobre a gente!
- É claro. Ele tem que barganhar com a Gutierrez de alguma forma. Se ele não mostrar resultados, como eles podem confiar nele? Por exemplo, quando vocês entraram no apartamento onde Castro estava, a Gutierrez já sabia, e tinha destacado um agente especialmente para aparecer caso algo desse problema.
- Ah... isso explica...
- Vocês se deram bem. Agora vamos lá. Vou explicar o plano mais detalhadamente e entregar o material antes de recolocar os meus óculos de agente espionado.

12.12.05

O Alce, o Koala e o Vento

Com o som de um clique, Diego percebeu que Ângela havia aberto a porta. Ela entrou e ele a seguiu. Ângela olhou em volta, e voltou a olhar para Romi, se sentindo muito constrangida.

- Romi, então este é o quarto do Dr. Moura?

Romi não disse nada, apenas deu dois passos para o lado e desabou em cima de uma pilha de roupas.
O quarto não era bagunçado. Não, estava longe disso. Ele na verdade redefinia, abria uma outra gama de conceitos para a natureza da bagunça. Ângela estava desesperada.

- Nós nunca vamos achar nada aqui!
-------------

Duas horas depois, o quarto continuava razoavelmente bagunçado, mas a bagunça se restringia a determinados amontoados de coisas com características em comum. Havia a pilha dos recortes de jornal, a pilha dos brique-braques eletrônicos, a pilha dos controles remotos*, a pilha de papéis escritos à mão, a pilha de papéis impressos, a pilha de papéis em branco e um amontoado de roupas que tomava todo o centro do quarto.

- Romi, por favor, podemos começar? – Ângela estava exausta e bufante.

Romi levantou-se e andou até Ângela. Diego ainda estava estupefato, sem conseguir assimilar o fato de que Ângela tinha realmente ousado invadir o quarto do Dr. Moura e transformado aquela maçaroca de coisas sem sentido em várias maçaroquinhas, cada uma com o seu sentido próprio. O fato de que ela o fez usando o teletransporte para ser mais rápida também não tinha ajudado o seu cérebro a absorver todas as informações.

- Comece por aqui.


Romi começou a estudar a pilha de camisas. Puxou uma. Diego quase deu um pulo para trás quando uma de suas patas subiu, deixando sua órbita inferior com apenas três apoios, e se movimentou até sua órbita mediana, para então dividir sua ponta em duas partes, que com a pata original formavam um T. Romi começou a scannear a camisa com sua pata-transformer, e aparentemente não chegou a conclusão alguma.

- Ok. Próxima. – Disse Ângela.

Romi fez o mesmo com cada uma das blusas. Repetiu o processo com as calças, meias, casacos, paletós e até cuecas. Nada.

- Não é possível....
- O que não é possível?

Diego e Ângela viraram.

- O que não é possível, Ângela? – Dr. Moura estava parado na porta do quarto.
- É... É que...

PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI

- O que é isso?
- É o alarme da Romi! Ela achou alguma coisa.

Romi estava virada para o Dr. Moura. Ela deu mais alguns passinhos desengonçados pela falta da quarta pata, e foi até ele. O apito surgia sempre na altura do rosto do Dr. Moura.

- Ah isto? – Disse Dr. Moura, tirando os óculos. Ele os levou até sua escrivaninha, abriu uma gaveta, tirou uma pequena caixa preta de veludo e colocou os óculos dentro. Da mesma gaveta ele tirou um par de óculos diferente e colocou no rosto. – Pronto. Podemos conversar.