De todos os motivos para discórdia familiar, acho que finalmente encontrei o mais estúpido. Que a minha mãe é um personagem irreal saído de um cruzamento entre a mãe de Gilmore Girls, a mãe de Everybody Loves Raymond, a Samantha de Sex and the City e uma doninha enfurecida não é novidade para ninguém. Momentos com ela são inspiração constante para SitComs, e eu sempre me sinto o patinho feio perdido num episódio da Família Addams.
Outro dia fui eu linda, feliz e faceira ao dentista. Na verdade à dentista, que me recomendou uma pasta de dente especial e tal. Eu já havia comprado um pack com, sei lá, uns 4 tubos de pasta de dente para a casa, mas comprei mais um tubo da tal pasta de dente especial, pensando em deixar os outros tubos para minha mãe usar.
Cheguei em casa e, tal qual se faz com uma criança, fui mostrar minha aquisição à minha mãe:
- Oooolha... Eeeesta... é minha pasta de dente. Ela é a MINHA pasta de dente. Tem vários tubos de pasta de dente sóóóó pra você. Então eu vou pedir que você nããão use a minha pasta de dente... Tá?
Fiz uma breve descrição da pasta de dente, ressaltando a marca e as diferenças entre a minha e as dela, na esperança de que, ao olhar os tubos, ela saberia qual era qual.
Toda esta neurose tem explicação. De certa feita, quando fui ao banheiro escovar os dentes, lá estava minha mãe, fazendo o mesmo. Esta é uma situação rara, pois meus horários e os dela em tudo divergem. Ela fica em casa a maior parte do dia, enquanto eu saio às 7 e quase sempre volto em torno das 22hs.
Pois bem, estava ela escovando os dentes. Olho para ela, olho para a escova. Olho para ela novamente. Abro o armário, só para ter certeza. Tenho certeza.
- Mommy, você sabia que essa é a minha escova?
Ela faz cara de assustada.
- É? Não... essa é minha.
- Essa é uma escova verde-água dura. As suas escovas sempre são rosa ou roxas, e macias. Eu comprei essa escova. Ela é minha.
Bem que eu havia reparado que a escova estava se desgastando muito rápido...
Ela é assim com tudo.
Voltando à história da pasta de dente, os dias foram passando e eu reparava que a minha pasta se consumia rapidamente, enquanto a dela nem se movia. Fui questionar sobre o assunto, e ela disse que claro que ela não estava usando a minha pasta de dente!
Mais dias passaram, e voltei a falar com ela, mas já sem questionar:
- Você está usando a minha pasta de dente!
- Você é louca! É claro que não estou usando nada!
Mais alguns dias depois, encontrei um pouquinho da minha pasta na pia.
- Você usou a minha pasta de dente!
- Usei sim... eu estava passando mal, estava confusa...
- Mas eu disse para você não usar!
- Mas eu estava passando mal!
Mais alguns dias e a minha pasta de dente estava quase no final, e a dela não havia se movido. Peguei os dois tubos.
- Olha só a minha pasta de dente... e olha a sua!
- Meu Deus, a sua está no final!
- *Grunf-grunf-grunf* juuura? Você está usando a minha pasta de denteeee!!!
- Ah, eu não garanto nada... Pode ser que eu tenha usado, né? Para sumir assim...
E depois disso eu passei a esconder a pasta de dente num canto do armário. Tá durando até hoje, só aquele finalzinho...
Blanche's rebellion weblog. Beware...
5.5.07
14.3.07
A Looong Looooong Time Ago
... In a galaxy far away, eu escrevia nesse blog, né??
Pois é... Vamos ver se, de férias, a situação melhora... ^.^
Sobre as férias...
Murphy é o senhor. Mesmo. Muito.
Eu estou trabalhando na TIM há aproximadamente 1 ano e 3 meses.
Eu fiquei como a última no raking de quem sai de férias lá no meu grande setor de 3 pessoas.
Aí o Ivan, lendário que trabalha comigo (foi ele que me chamou para trabalhar lá), saiu... ele ia ficar 2 semanas de férias e depois saía eu.
Saía.
O Ivan teria que voltar numa 5a feira, o que é muito chato, então eu disse pra ele "fica em casa... eu atraso minhas férias em um dia e você chega na segunda..."
Na fatídica 6a feira que eu havia me esforçado para liberá-lo do trabalho... ele me torce o pé.
Siiiiiim, senhores... ele TORCE O PÉ!
1 semana de Ivan de molho. Todos os meus planejamentos e compromissos por água abaixo (ou quase todos. Os que não dava pra desmarcar de jeito nenhum eu fui assim mesmo).
Mi. ¬¬
Pois é... Vamos ver se, de férias, a situação melhora... ^.^
Sobre as férias...
Murphy é o senhor. Mesmo. Muito.
Eu estou trabalhando na TIM há aproximadamente 1 ano e 3 meses.
Eu fiquei como a última no raking de quem sai de férias lá no meu grande setor de 3 pessoas.
Aí o Ivan, lendário que trabalha comigo (foi ele que me chamou para trabalhar lá), saiu... ele ia ficar 2 semanas de férias e depois saía eu.
Saía.
O Ivan teria que voltar numa 5a feira, o que é muito chato, então eu disse pra ele "fica em casa... eu atraso minhas férias em um dia e você chega na segunda..."
Na fatídica 6a feira que eu havia me esforçado para liberá-lo do trabalho... ele me torce o pé.
Siiiiiim, senhores... ele TORCE O PÉ!
1 semana de Ivan de molho. Todos os meus planejamentos e compromissos por água abaixo (ou quase todos. Os que não dava pra desmarcar de jeito nenhum eu fui assim mesmo).
Mi. ¬¬
23.8.06
Ok, ok, muitos muitos acontecimentos. Muito tempo sem escrever também.
Mas me perdoem, ó mosquinhas!! Eu juro que não foi por mal...
Parte I: Da monografia.
Poisé. Estou fazendo a pesquisa preliminar da minha monografia. Já achei um monte de coisas legais, depois eu posto trechos das mais interessantes aqui e vocês (sim, vocês, fazendo "bzzz" aí no canto) me dizem o que acham!
Parte II: Do trabalho.
Quando você acha que finalmente está conseguindo botar as coisas em dia, o mundo cai na sua cabeça.
Parte III: Da coluna.
Eu tive um problema na coluna. Começou a doer desesperadoramente no domingo passado. Segunda eu fui pro médico durante a hora de almoço.
K (no telefone): O médico atende a partir de que horas?
R (no telefone): A partir das 13hs.
E eu estava lá as 13hs. Tinha 3 pessoas esperando. Pensei "oba! Vou ser atendida rápido!"
Mas a porta se abriu... e começaram a chegar todas as velhinhas que pegaram senha de manhã e voltaram para casa...
Uma hora depois, eu ainda estava esperando.
K: Oi... quanto tempo mais ou menos vai demorar ainda?
R: Umas 3 horas.
K:...
R:...
K: ... Me devolve minha carteirinha? Eu acho que em 3 horas dá pra eu ir e voltar do Copa D'Or.
No Copa D'Or...
K: E aí... eu tenho um problema aqui *aponta o terço de baixo das costas* que você não pode apertar que dói muito.
M: Desde quando?
K: Desde sempre.
M: ...
K: Dói muito mesmo.
M: Posso apertar?
K: Não.
M: Só um pouquinho?
K: Você vai tomar uma porrada.
M: Nem vai doer, ó *aperta*
K: AAAAAH, PORRA! *dá uma cotovelada no médico*
M: Poxa, dói mesmo, né? Que estranho...
K: ... filhodaputa... vai apertar a mãe! grunfgrunfgrunf
M: Olha... vamos pedir uma ressonância magnética pra ver o que é isso...
K: hunfgrunfgrunf
M: Bom, enquanto isso, você vai tomar esses remédios aqui! *prescreve um antinflamatório (que tem como efeitos colaterais todas as reações possíveis desde coriza até infarto- são 3 longos parágrafos de letras pequenininhas na bula) e um relaxante muscular (que dá muito muito muito muito sono)*.
Mas me perdoem, ó mosquinhas!! Eu juro que não foi por mal...
Parte I: Da monografia.
Poisé. Estou fazendo a pesquisa preliminar da minha monografia. Já achei um monte de coisas legais, depois eu posto trechos das mais interessantes aqui e vocês (sim, vocês, fazendo "bzzz" aí no canto) me dizem o que acham!
Parte II: Do trabalho.
Quando você acha que finalmente está conseguindo botar as coisas em dia, o mundo cai na sua cabeça.
Parte III: Da coluna.
Eu tive um problema na coluna. Começou a doer desesperadoramente no domingo passado. Segunda eu fui pro médico durante a hora de almoço.
K (no telefone): O médico atende a partir de que horas?
R (no telefone): A partir das 13hs.
E eu estava lá as 13hs. Tinha 3 pessoas esperando. Pensei "oba! Vou ser atendida rápido!"
Mas a porta se abriu... e começaram a chegar todas as velhinhas que pegaram senha de manhã e voltaram para casa...
Uma hora depois, eu ainda estava esperando.
K: Oi... quanto tempo mais ou menos vai demorar ainda?
R: Umas 3 horas.
K:...
R:...
K: ... Me devolve minha carteirinha? Eu acho que em 3 horas dá pra eu ir e voltar do Copa D'Or.
No Copa D'Or...
K: E aí... eu tenho um problema aqui *aponta o terço de baixo das costas* que você não pode apertar que dói muito.
M: Desde quando?
K: Desde sempre.
M: ...
K: Dói muito mesmo.
M: Posso apertar?
K: Não.
M: Só um pouquinho?
K: Você vai tomar uma porrada.
M: Nem vai doer, ó *aperta*
K: AAAAAH, PORRA! *dá uma cotovelada no médico*
M: Poxa, dói mesmo, né? Que estranho...
K: ... filhodaputa... vai apertar a mãe! grunfgrunfgrunf
M: Olha... vamos pedir uma ressonância magnética pra ver o que é isso...
K: hunfgrunfgrunf
M: Bom, enquanto isso, você vai tomar esses remédios aqui! *prescreve um antinflamatório (que tem como efeitos colaterais todas as reações possíveis desde coriza até infarto- são 3 longos parágrafos de letras pequenininhas na bula) e um relaxante muscular (que dá muito muito muito muito sono)*.
21.5.06
O Alce, o Koala e o Vento
*PUF*
- Pronto. Muito enjoado?
- Me lembre de nunca mais deixar você fazer isso comigo.
- Ah, fica tranqüilo. Todo mundo fica enjoado na primeira... vez.
Ângela parou de falar para seguir o os olhos de Alcebíades. Ele estava alerta, olhando para todos os lados.
- Cadê o Di...
- Shhh! Tem algo de errado.
Alcebíades soca a própria mão e sua cópia se move sorrateiramente, com as armas em punho. Escora-se em uma estante e gira, para surpreender um possível agressor, apontando as armas para frente.
- Já estava na hora!
À sua frente Alcebíades viu as costas de Diego. Além dele, Daniel apontava duas armas, uma para cada um dos agentes.
- Daniel, você está em desvantagem. Eu tenho duas armas apontadas para você, você tem que dividir sua atenção em duas pessoas.
- Isso é uma questão de ponto de vista, Alce. Eu só estou mantendo uma arma em você para te impedir de fazer movimentos bruscos. A minha atenção está nesse garoto aqui. Eu sei que você não tem medo de morrer em ação. Mesmo porque esse não deve nem ser você, e sim uma cópia.
Atrás da estante, Alcebíades vira para Ângela e coloca o indicador sobre os lábios. A tensão à frente continua:
- Ô moleque! Eu achava que você virava um koala furioso em situações como essa.
- Eu ainda estou tentando entender como é que ele não está com a cara toda arrebentada. E o cheiro dele está diferente.
Ângela se agacha e vai até a ponta da estante para tentar ver o que está acontecendo. Alcebíades puxa o seu braço, mas ela teletransporta o braço para longe da mão dele e sussurra:
- Eu sei o que estou fazendo!
Ela consegue vislumbrar a cena e volta para trás da estante. Alcebíades olha para ela com cara de intrigado.
- Você consegue se comunicar com a sua cópia?
- Sem chamar a atenção do Daniel? Acho difícil, ele vai perceber.
- Ele vai atirar nela se perceber?
- Duvido. Ele provavelmente vai tentar me sacanear sobre o assunto.
- Então pode arriscar. Vamos fazer um ataque surpresa.
- Mas ele está apontando uma arma direto na cara do Diego!
Ângela tira um pequeno tubo de spray de um bolsinho em sua calça.
- Ele não pode acertar no que não pode ver.
_____
A cópia de Alcebíades franze as sobrancelhas.
- Que foi, Alce? Recebendo ordens? Você sempre foi assim, quando as coisas ficavam divertidas vinha o Papai Moura e acabava com a brincadeira...
*PUF*
*Phshhhhhhhhhhh*
*PUF*
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhh!!! O quê....?
*TÁ-TÁ! TÁ!*
Daniel cai no chão, com um tiro em cada mão e mais um no joelho. Ângela, que tinha se teletransportado de volta para trás da estante por segurança, põe a cara para fora. Diego tinha rolado para longe do alcance da arma de Daniel na primeira oportunidade.
- Ei, Ângela, o que foi isso que você tacou nos olhos dele, spray de pimenta?
- Não. Desodorante. Sempre anda comigo.
Diego olha para ela, incrédulo.
- Que foi, você nunca fica suado?
Ela e Alcebíades saem de trás da estante, indo na direção de Daniel.
- Ahn.... quando eu disse que era para imobilizá-lo, Alce... eu não quis dizer...
Alcebíades passa por sua cópia, chegando perto de Daniel, que tenta correr para um canto. Alcebíades o chuta para o lado e Daniel cai de bruços. Alcebíades dá mais um tiro, na cabeça de Daniel.
- ...
Ângela e Diego se entreolham. Alcebíades faz sinal para o corredor à frente.
- Vamos. Temos pouco tempo.
- Pronto. Muito enjoado?
- Me lembre de nunca mais deixar você fazer isso comigo.
- Ah, fica tranqüilo. Todo mundo fica enjoado na primeira... vez.
Ângela parou de falar para seguir o os olhos de Alcebíades. Ele estava alerta, olhando para todos os lados.
- Cadê o Di...
- Shhh! Tem algo de errado.
Alcebíades soca a própria mão e sua cópia se move sorrateiramente, com as armas em punho. Escora-se em uma estante e gira, para surpreender um possível agressor, apontando as armas para frente.
- Já estava na hora!
À sua frente Alcebíades viu as costas de Diego. Além dele, Daniel apontava duas armas, uma para cada um dos agentes.
- Daniel, você está em desvantagem. Eu tenho duas armas apontadas para você, você tem que dividir sua atenção em duas pessoas.
- Isso é uma questão de ponto de vista, Alce. Eu só estou mantendo uma arma em você para te impedir de fazer movimentos bruscos. A minha atenção está nesse garoto aqui. Eu sei que você não tem medo de morrer em ação. Mesmo porque esse não deve nem ser você, e sim uma cópia.
Atrás da estante, Alcebíades vira para Ângela e coloca o indicador sobre os lábios. A tensão à frente continua:
- Ô moleque! Eu achava que você virava um koala furioso em situações como essa.
- Eu ainda estou tentando entender como é que ele não está com a cara toda arrebentada. E o cheiro dele está diferente.
Ângela se agacha e vai até a ponta da estante para tentar ver o que está acontecendo. Alcebíades puxa o seu braço, mas ela teletransporta o braço para longe da mão dele e sussurra:
- Eu sei o que estou fazendo!
Ela consegue vislumbrar a cena e volta para trás da estante. Alcebíades olha para ela com cara de intrigado.
- Você consegue se comunicar com a sua cópia?
- Sem chamar a atenção do Daniel? Acho difícil, ele vai perceber.
- Ele vai atirar nela se perceber?
- Duvido. Ele provavelmente vai tentar me sacanear sobre o assunto.
- Então pode arriscar. Vamos fazer um ataque surpresa.
- Mas ele está apontando uma arma direto na cara do Diego!
Ângela tira um pequeno tubo de spray de um bolsinho em sua calça.
- Ele não pode acertar no que não pode ver.
_____
A cópia de Alcebíades franze as sobrancelhas.
- Que foi, Alce? Recebendo ordens? Você sempre foi assim, quando as coisas ficavam divertidas vinha o Papai Moura e acabava com a brincadeira...
*PUF*
*Phshhhhhhhhhhh*
*PUF*
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhh!!! O quê....?
*TÁ-TÁ! TÁ!*
Daniel cai no chão, com um tiro em cada mão e mais um no joelho. Ângela, que tinha se teletransportado de volta para trás da estante por segurança, põe a cara para fora. Diego tinha rolado para longe do alcance da arma de Daniel na primeira oportunidade.
- Ei, Ângela, o que foi isso que você tacou nos olhos dele, spray de pimenta?
- Não. Desodorante. Sempre anda comigo.
Diego olha para ela, incrédulo.
- Que foi, você nunca fica suado?
Ela e Alcebíades saem de trás da estante, indo na direção de Daniel.
- Ahn.... quando eu disse que era para imobilizá-lo, Alce... eu não quis dizer...
Alcebíades passa por sua cópia, chegando perto de Daniel, que tenta correr para um canto. Alcebíades o chuta para o lado e Daniel cai de bruços. Alcebíades dá mais um tiro, na cabeça de Daniel.
- ...
Ângela e Diego se entreolham. Alcebíades faz sinal para o corredor à frente.
- Vamos. Temos pouco tempo.
11.4.06
O Alce, o Koala e o Vento
*CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP-CHOP*
- Mas qual é o esquema da fábrica abandonada mesmo?
- Diego, se você perguntar isso de novo eu juro que te jogo pra fora daqui.
- Mas é que o barulho está muito alto!!!!
- Diego, presta atenção! Tá vendo este ponto aqui na planta baixa? Pois é. É por aqui que a gente vai entrar. Daí a gente segue pela direita, passa essas máquinas aqui, e a gente deve estar perto do laboratório...
- Poxa, você decorou tudo mesmo, hein?
- Eu não quero morrer atravessada por uma parede, obrigada.
- Chega de palhaçada. Como a gente vai entrar?
- Como assim? Eu vou carregar vocês.
- Sim, mas você vai carregar os dois juntos ou um por um?
- Um por um. Eu vou primeiro, vejo se é seguro, volto, pego um, levo, pego outro, o primeiro fica dando cobertura lá dentro, e eu levo o segundo. É só vocês decidirem quem vai primeiro.
- Eu!
- Eu!
- Eu tenho uma mira melhor que a sua.
- Eu viro um koala maníaco.
- Exatamente.
- Eeeeeei...
- Batam par ou ímpar.
- Par!
- Par!
- Eu quero par!
- Eu falei primeiro!
Ângela tira uma moedinha do bolso e joga para cima.
- Diego, você vai primeiro.
O helicóptero começa a fazer uma suave descida. Os três olham para baixo, e vêem os contornos da fábrica na escuridão. Eles afivelam os pára-quedas e se dirigem para a borda do helicóptero.
- É agora.
-------
-Hunf grunf gruuuuuunnf!!!
- Que foi?
- Não consigo tirar o pára-quedas!
Ângela abraça Diego e o teletransporta meio metro para o lado. As faixas que prendiam o pára-quedas a Diego ficam brevemente suspensas no ar e depois caem no chão.
- Credo! Onde você aprendeu a fazer isso? – Diz Diego, ainda tonto e enjoado.
- Eu andei treinando para só levar o que eu quero.
- Você andou treinando bastante.
- Claro. O perigo de deixar a roupa de um de vocês dois para trás me motivou. – Ângela deu uma risadinha e foi andando, à frente dos dois.
- É sério isso? Ela fez mesmo uma piada? – cochicha Diego para Alcebíades.
- Eu acho um absurdo. Eu estou em perfeita forma!
- Bom, ainda bem que ela treinou, né? Vai que ela deixa as suas armas para trás.
Alcebíades pára e pensa.
- Será que não tem outra forma de entrar na fábrica?
- Ahn... tirando os alarmes e sensores e vigias? Acho que não. Pelo menos não sem sermos percebidos.
- Droga.
------
- Ok. Agora eu vou pular lá pra dentro e...
- Pular?
- É, Diego, é como pular. Você prefere que eu diga “vou atravessar a parede e...”
- Não, pular é melhor...
- Dá pra vocês pararem de discutir?
- Bom, então eu vou pular, ver se está tudo vazio, voltar, carregar o Diego, pular, voltar e carregar o Alcebíades. Enquanto isso vocês dois têm que estar sempre alertas, ok?
- Ok.
- Clec-clec. - Alcebíades destrava as armas em resposta.
- Ok. Lá vou eu. Não se mexam porque eu vou voltar exatamente para este ponto, tá?
E Ângela some com um rastro de fumaça. Dez segundos se passam e ela volta.
- Tudo certo. Vamos?
Ângela abraça Diego e ambos somem. Alcebíades ouve um barulho nas proximidades e se agacha, esperando para atirar. Ângela volta e Alcebíades vê um vulto se mexendo e atira. Um tiro se crava na parede logo atrás de Ângela. O vulto cai morto no mato.
- Ahn... O que foi isso?
- Provavelmente um segurança fazendo a ronda. Vamos ter que ser mais rápidos do que o planejado.
Ângela abraça Alcebíades e some, com um rastro de fumaça.
- Mas qual é o esquema da fábrica abandonada mesmo?
- Diego, se você perguntar isso de novo eu juro que te jogo pra fora daqui.
- Mas é que o barulho está muito alto!!!!
- Diego, presta atenção! Tá vendo este ponto aqui na planta baixa? Pois é. É por aqui que a gente vai entrar. Daí a gente segue pela direita, passa essas máquinas aqui, e a gente deve estar perto do laboratório...
- Poxa, você decorou tudo mesmo, hein?
- Eu não quero morrer atravessada por uma parede, obrigada.
- Chega de palhaçada. Como a gente vai entrar?
- Como assim? Eu vou carregar vocês.
- Sim, mas você vai carregar os dois juntos ou um por um?
- Um por um. Eu vou primeiro, vejo se é seguro, volto, pego um, levo, pego outro, o primeiro fica dando cobertura lá dentro, e eu levo o segundo. É só vocês decidirem quem vai primeiro.
- Eu!
- Eu!
- Eu tenho uma mira melhor que a sua.
- Eu viro um koala maníaco.
- Exatamente.
- Eeeeeei...
- Batam par ou ímpar.
- Par!
- Par!
- Eu quero par!
- Eu falei primeiro!
Ângela tira uma moedinha do bolso e joga para cima.
- Diego, você vai primeiro.
O helicóptero começa a fazer uma suave descida. Os três olham para baixo, e vêem os contornos da fábrica na escuridão. Eles afivelam os pára-quedas e se dirigem para a borda do helicóptero.
- É agora.
-------
-Hunf grunf gruuuuuunnf!!!
- Que foi?
- Não consigo tirar o pára-quedas!
Ângela abraça Diego e o teletransporta meio metro para o lado. As faixas que prendiam o pára-quedas a Diego ficam brevemente suspensas no ar e depois caem no chão.
- Credo! Onde você aprendeu a fazer isso? – Diz Diego, ainda tonto e enjoado.
- Eu andei treinando para só levar o que eu quero.
- Você andou treinando bastante.
- Claro. O perigo de deixar a roupa de um de vocês dois para trás me motivou. – Ângela deu uma risadinha e foi andando, à frente dos dois.
- É sério isso? Ela fez mesmo uma piada? – cochicha Diego para Alcebíades.
- Eu acho um absurdo. Eu estou em perfeita forma!
- Bom, ainda bem que ela treinou, né? Vai que ela deixa as suas armas para trás.
Alcebíades pára e pensa.
- Será que não tem outra forma de entrar na fábrica?
- Ahn... tirando os alarmes e sensores e vigias? Acho que não. Pelo menos não sem sermos percebidos.
- Droga.
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- Ok. Agora eu vou pular lá pra dentro e...
- Pular?
- É, Diego, é como pular. Você prefere que eu diga “vou atravessar a parede e...”
- Não, pular é melhor...
- Dá pra vocês pararem de discutir?
- Bom, então eu vou pular, ver se está tudo vazio, voltar, carregar o Diego, pular, voltar e carregar o Alcebíades. Enquanto isso vocês dois têm que estar sempre alertas, ok?
- Ok.
- Clec-clec. - Alcebíades destrava as armas em resposta.
- Ok. Lá vou eu. Não se mexam porque eu vou voltar exatamente para este ponto, tá?
E Ângela some com um rastro de fumaça. Dez segundos se passam e ela volta.
- Tudo certo. Vamos?
Ângela abraça Diego e ambos somem. Alcebíades ouve um barulho nas proximidades e se agacha, esperando para atirar. Ângela volta e Alcebíades vê um vulto se mexendo e atira. Um tiro se crava na parede logo atrás de Ângela. O vulto cai morto no mato.
- Ahn... O que foi isso?
- Provavelmente um segurança fazendo a ronda. Vamos ter que ser mais rápidos do que o planejado.
Ângela abraça Alcebíades e some, com um rastro de fumaça.
8.4.06
Só notícias mesmo...
Pois é, meu povo... Long time, no... write?
As coisas por aqui estão bem, como sempre eu trabalhando muito, mas hopefully esses 3 feriadões seguidos devem fazer alguma diferença na minha vida, né?
Bom... vamos voltar a escrever? Caike?? Que tal?
Depois eu conto algumas histórias engraçadas para vocês também...
Ah! Tem evento do Alexandre nos dias 22 e 23 de abril, hein?
Beijo pra todo mundo!
As coisas por aqui estão bem, como sempre eu trabalhando muito, mas hopefully esses 3 feriadões seguidos devem fazer alguma diferença na minha vida, né?
Bom... vamos voltar a escrever? Caike?? Que tal?
Depois eu conto algumas histórias engraçadas para vocês também...
Ah! Tem evento do Alexandre nos dias 22 e 23 de abril, hein?
Beijo pra todo mundo!
13.3.06
Pausa para crítica de Cinema

Pois é...
O blog ficou parado por TANTO tempo que agora eu só tenho uma pessoa visitando e mesmo assim só quando eu aviso que postei. (Oi Caike!^.^)
Eu resolvi hoje fazer uma pausa nas atividades já bastante pausadas do blog para uma reflexâo derivada de um filme que eu vi novamente este fim de semana e de uma aula que eu tive hoje na faculdade.
O nome do filme é Butterfly Effect, que eu vi, originalmente, no cinema.
Eu cheguei à conclusão que, não importa quantas vezes eu assista esse filme, eu sempre vou ficar pelo menos uma semana me lembrando das cenas e considerando cada ação da minha vida em relação às conseqüências com todo o resto.
Hoje eu tive uma aula de dramaturgia, na qual a professora resolveu definir - errado - o que era catarse. Infelizmente, exatamente como aconteceu em uma discussão sobre democracia e anarquia, as pessoas tendem a moldar as definições próprias delas das coisas e basear o conhecimento sobre a essência da coisa, o que é, o que a define e o que não a define, através de suas próprias experiências pessoais. Até aí não há mistério. Nunca a percepção de mundo deixou de ser subjetiva. A questão é que as pessoas têm o mau hábito de desconsiderar como outras pessoas entenderam, ou mesmo desconsiderar o que há sobre a própria coisa. Assim, fica fácil criar a sua própria versão do Marxismo. Mas você leu Marx?
Ao me colocar para pensar sobre a catarse, voltei instantaneamente para o filme, e percebi que ele é um excelente exemplo moderno da catarse grega antiga.
Muitas pessoas acreditam que catarse é uma experiência de enlevo na qual você sai de si mesmo, no sentido de que a sua consciência se dilui. Ou então que identificar-se com um personagem é uma experiência catártica, o que também é uma versão bastante distorcida da realidade.
Catarse é, pela definição grega, a absorção de conhecimento, através de uma experiência de identificação, pela pena e medo. Traduzindo, vemos o herói trágico, vemos que ele sofre, sofremos com ele. Identificamos nele nossas falhas humanas, nossos pecados, nossas faltas, e conseguimos nos colocar em seu lugar. Sentimos pena e compaixão por uma pessoa, humana, com alguma falha grave, mas genericamente boa, que comete um erro. Este erro, como quase todos na vida, é irreversível e desencadeia uma série de acontecimentos que apontarão, eventualmente, para sua ruína. A catarse é uma vacina. É um sofrimento pequeno, para previnir um grande. Não à toa as tragédias gregas não tinham mais de meia hora. Sua estrutura era feita para ser tensão e sofrimento sempre crescentes. Ninguém resistiria àquele nível de stress por tanto tempo, e os gregos meio que entenderam isso realmente rápido. Tanto isso era verdade que, ao ressucitar a idéia de tragédia, Shakespeare teve que adaptá-la para que a platéia suportasse os nada breves 5 atos presentes em suas obras (as tragédias, em específico). Ele usou como recurso o alívio cômico, de forma que o desconforto do espectador fosse atenuado e que ele agüentasse chegar até o fim da história.
Butterfly Effect é um filme altamente catártico neste preciso sentido do termo. Por mais que você procure abstrair, as lições do filme marcam seu espectador a ferro e fogo, e é impossível assisti-lo sem pensar nas conseqüências dos seus próprios atos, por mais simples que eles pareçam. Como as tragédias gregas, ele não mede recursos para causar no espectador a catarse, e vemos em Evan a mesma falha do que em Édipo: o orgulho, a crença de que ele tinha em si o poder de mudar as coisas para melhor. Ele, como Édipo, vai em busca do conhecimento do seu passado e, contido nele, o conhecimento de si mesmo, pois acredita que só através desta experiência será capaz de desvendar o mistério que o cerca, e toda a questão que envolve seu pai, sua memória e sua vida.
Assim, uma grande dica para um grande filme para quem ainda não viu. E quem já viu sempre pode ver de novo. Em obras assim há sempre mais coisas a descobrir. Elas nunca se esgotam, pois exploram o ser humano em muito mais do que se propõem a fazer. E o ser humano é um terreno deveras inexplorado, a despeito de todas as tentativas.
A notícia triste é que estão fazendo um sequel, Butterfly Effect 2. Filmes bons assim simplesmente não deveriam ter sequels, devia ser proibido por lei!
4.3.06
O Alce, o Koala e o Vento
- Pois bem. Qual é a desculpa que vocês vão me dar por terem desorganizado todas as minhas coisas?
- Ahn.... De-desorganizado?
Ângela se virou para olhar os montes de coisas separadas por sentido e tentou visualizar novamente como o quarto estava antes que ela começasse a arrumá-lo, procurando nestas imagens um sentido para a frase do Dr. Moura.
- É claro. Todas elas estavam em perfeita ordem lógica antes de vocês mexerem.
- Bom, Dr. Moura... É que a gente estava desconfiado... Eu ouvi uma conversa ontem...
Diego tentou ser breve, e contou o ocorrido na noite anterior.
- Hm. Que bom. Isso quer dizer que o nosso plano vai bem.
- Como assim?
- O agente que você viu é o agente Moita. Mas vocês se dirigirão a ele como agente Neiva.
- Neiva?
- É. Ele está trabalhando como nosso agente duplo-duplo.
Diego e Ângela se entreolharam.
- Um duplo-duplo é um agente nosso que passa por agente duplo com o inimigo, mas na verdade está com a gente. No caso, Neiva vendeu-se como agente duplo para a Gutierrez, mas na verdade está trabalhando para nós. É ele que vai conseguir todas as informações para nossa próxima missão.
- Mas ele estava dando informações sobre você. E sobre a gente!
- É claro. Ele tem que barganhar com a Gutierrez de alguma forma. Se ele não mostrar resultados, como eles podem confiar nele? Por exemplo, quando vocês entraram no apartamento onde Castro estava, a Gutierrez já sabia, e tinha destacado um agente especialmente para aparecer caso algo desse problema.
- Ah... isso explica...
- Vocês se deram bem. Agora vamos lá. Vou explicar o plano mais detalhadamente e entregar o material antes de recolocar os meus óculos de agente espionado.
- Ahn.... De-desorganizado?
Ângela se virou para olhar os montes de coisas separadas por sentido e tentou visualizar novamente como o quarto estava antes que ela começasse a arrumá-lo, procurando nestas imagens um sentido para a frase do Dr. Moura.
- É claro. Todas elas estavam em perfeita ordem lógica antes de vocês mexerem.
- Bom, Dr. Moura... É que a gente estava desconfiado... Eu ouvi uma conversa ontem...
Diego tentou ser breve, e contou o ocorrido na noite anterior.
- Hm. Que bom. Isso quer dizer que o nosso plano vai bem.
- Como assim?
- O agente que você viu é o agente Moita. Mas vocês se dirigirão a ele como agente Neiva.
- Neiva?
- É. Ele está trabalhando como nosso agente duplo-duplo.
Diego e Ângela se entreolharam.
- Um duplo-duplo é um agente nosso que passa por agente duplo com o inimigo, mas na verdade está com a gente. No caso, Neiva vendeu-se como agente duplo para a Gutierrez, mas na verdade está trabalhando para nós. É ele que vai conseguir todas as informações para nossa próxima missão.
- Mas ele estava dando informações sobre você. E sobre a gente!
- É claro. Ele tem que barganhar com a Gutierrez de alguma forma. Se ele não mostrar resultados, como eles podem confiar nele? Por exemplo, quando vocês entraram no apartamento onde Castro estava, a Gutierrez já sabia, e tinha destacado um agente especialmente para aparecer caso algo desse problema.
- Ah... isso explica...
- Vocês se deram bem. Agora vamos lá. Vou explicar o plano mais detalhadamente e entregar o material antes de recolocar os meus óculos de agente espionado.
12.12.05
O Alce, o Koala e o Vento
Com o som de um clique, Diego percebeu que Ângela havia aberto a porta. Ela entrou e ele a seguiu. Ângela olhou em volta, e voltou a olhar para Romi, se sentindo muito constrangida.
- Romi, então este é o quarto do Dr. Moura?
Romi não disse nada, apenas deu dois passos para o lado e desabou em cima de uma pilha de roupas.
O quarto não era bagunçado. Não, estava longe disso. Ele na verdade redefinia, abria uma outra gama de conceitos para a natureza da bagunça. Ângela estava desesperada.
- Nós nunca vamos achar nada aqui!
-------------
Duas horas depois, o quarto continuava razoavelmente bagunçado, mas a bagunça se restringia a determinados amontoados de coisas com características em comum. Havia a pilha dos recortes de jornal, a pilha dos brique-braques eletrônicos, a pilha dos controles remotos*, a pilha de papéis escritos à mão, a pilha de papéis impressos, a pilha de papéis em branco e um amontoado de roupas que tomava todo o centro do quarto.
- Romi, por favor, podemos começar? – Ângela estava exausta e bufante.
Romi levantou-se e andou até Ângela. Diego ainda estava estupefato, sem conseguir assimilar o fato de que Ângela tinha realmente ousado invadir o quarto do Dr. Moura e transformado aquela maçaroca de coisas sem sentido em várias maçaroquinhas, cada uma com o seu sentido próprio. O fato de que ela o fez usando o teletransporte para ser mais rápida também não tinha ajudado o seu cérebro a absorver todas as informações.
- Comece por aqui.
Romi começou a estudar a pilha de camisas. Puxou uma. Diego quase deu um pulo para trás quando uma de suas patas subiu, deixando sua órbita inferior com apenas três apoios, e se movimentou até sua órbita mediana, para então dividir sua ponta em duas partes, que com a pata original formavam um T. Romi começou a scannear a camisa com sua pata-transformer, e aparentemente não chegou a conclusão alguma.
- Ok. Próxima. – Disse Ângela.
Romi fez o mesmo com cada uma das blusas. Repetiu o processo com as calças, meias, casacos, paletós e até cuecas. Nada.
- Não é possível....
- O que não é possível?
Diego e Ângela viraram.
- O que não é possível, Ângela? – Dr. Moura estava parado na porta do quarto.
- É... É que...
PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI
- O que é isso?
- É o alarme da Romi! Ela achou alguma coisa.
Romi estava virada para o Dr. Moura. Ela deu mais alguns passinhos desengonçados pela falta da quarta pata, e foi até ele. O apito surgia sempre na altura do rosto do Dr. Moura.
- Ah isto? – Disse Dr. Moura, tirando os óculos. Ele os levou até sua escrivaninha, abriu uma gaveta, tirou uma pequena caixa preta de veludo e colocou os óculos dentro. Da mesma gaveta ele tirou um par de óculos diferente e colocou no rosto. – Pronto. Podemos conversar.
- Romi, então este é o quarto do Dr. Moura?
Romi não disse nada, apenas deu dois passos para o lado e desabou em cima de uma pilha de roupas.
O quarto não era bagunçado. Não, estava longe disso. Ele na verdade redefinia, abria uma outra gama de conceitos para a natureza da bagunça. Ângela estava desesperada.
- Nós nunca vamos achar nada aqui!
-------------
Duas horas depois, o quarto continuava razoavelmente bagunçado, mas a bagunça se restringia a determinados amontoados de coisas com características em comum. Havia a pilha dos recortes de jornal, a pilha dos brique-braques eletrônicos, a pilha dos controles remotos*, a pilha de papéis escritos à mão, a pilha de papéis impressos, a pilha de papéis em branco e um amontoado de roupas que tomava todo o centro do quarto.
- Romi, por favor, podemos começar? – Ângela estava exausta e bufante.
Romi levantou-se e andou até Ângela. Diego ainda estava estupefato, sem conseguir assimilar o fato de que Ângela tinha realmente ousado invadir o quarto do Dr. Moura e transformado aquela maçaroca de coisas sem sentido em várias maçaroquinhas, cada uma com o seu sentido próprio. O fato de que ela o fez usando o teletransporte para ser mais rápida também não tinha ajudado o seu cérebro a absorver todas as informações.
- Comece por aqui.
Romi começou a estudar a pilha de camisas. Puxou uma. Diego quase deu um pulo para trás quando uma de suas patas subiu, deixando sua órbita inferior com apenas três apoios, e se movimentou até sua órbita mediana, para então dividir sua ponta em duas partes, que com a pata original formavam um T. Romi começou a scannear a camisa com sua pata-transformer, e aparentemente não chegou a conclusão alguma.
- Ok. Próxima. – Disse Ângela.
Romi fez o mesmo com cada uma das blusas. Repetiu o processo com as calças, meias, casacos, paletós e até cuecas. Nada.
- Não é possível....
- O que não é possível?
Diego e Ângela viraram.
- O que não é possível, Ângela? – Dr. Moura estava parado na porta do quarto.
- É... É que...
PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI
- O que é isso?
- É o alarme da Romi! Ela achou alguma coisa.
Romi estava virada para o Dr. Moura. Ela deu mais alguns passinhos desengonçados pela falta da quarta pata, e foi até ele. O apito surgia sempre na altura do rosto do Dr. Moura.
- Ah isto? – Disse Dr. Moura, tirando os óculos. Ele os levou até sua escrivaninha, abriu uma gaveta, tirou uma pequena caixa preta de veludo e colocou os óculos dentro. Da mesma gaveta ele tirou um par de óculos diferente e colocou no rosto. – Pronto. Podemos conversar.
4.12.05
Avalanche de acontecimentos
Pois é... muuuuuito tempo sem escrever, né?
Neste interim Kirjava vem trabalhando num lugar completamente insano, onde a chefe cada hora decide que vai fazer uma coisa diferente e tem um histórico de humilhar pessoas em público, a firma que aluga o escritório pra gente é um modelo de incompetência e a outra estagiária já foi achar coisa melhor pra fazer da vida...
O semestre da faculdade já acabou. Kirjava ficou com 8.75 de média na UMA matéria que estava fazendo (não tinha matérias com horários compatíveis para a kirjava...). Ela ficou tão feliz pq todo mundo se ferrou na primeira prova, inclusive ela, que tirou 7.5 - numa prova com consulta! Kirjava odeia provas com consulta. Os professores sempre são muito mais exigentes - . Mas aíí... ela tirou 10 na pr2... e ficou com 8.75 de média!!!! Vivaaaaa!!!!
*Obrigada ao Pantalaimon e ao Caike, que viram os filmes comigo e me ajudaram discutindo a análise...*
E agora... a Kirjava está começando a pensar em se voltar para alguns projetos que vão ser projetos do coração dela... Mi.
E aí ela vai voltar a escrever aqui decentemente... espero. ^.^
Neste interim Kirjava vem trabalhando num lugar completamente insano, onde a chefe cada hora decide que vai fazer uma coisa diferente e tem um histórico de humilhar pessoas em público, a firma que aluga o escritório pra gente é um modelo de incompetência e a outra estagiária já foi achar coisa melhor pra fazer da vida...
O semestre da faculdade já acabou. Kirjava ficou com 8.75 de média na UMA matéria que estava fazendo (não tinha matérias com horários compatíveis para a kirjava...). Ela ficou tão feliz pq todo mundo se ferrou na primeira prova, inclusive ela, que tirou 7.5 - numa prova com consulta! Kirjava odeia provas com consulta. Os professores sempre são muito mais exigentes - . Mas aíí... ela tirou 10 na pr2... e ficou com 8.75 de média!!!! Vivaaaaa!!!!
*Obrigada ao Pantalaimon e ao Caike, que viram os filmes comigo e me ajudaram discutindo a análise...*
E agora... a Kirjava está começando a pensar em se voltar para alguns projetos que vão ser projetos do coração dela... Mi.
E aí ela vai voltar a escrever aqui decentemente... espero. ^.^
17.11.05
O Alce, o Koala e o Vento
- Oi, Ângela.
- Oi.
- Eu posso falar com você?
- Me dá dois minutos.
Ângela pulava* de um lado para o outro de uma parede feita especialmente para ela no salão de treinos de resistência da Agência**. Diego passou por dois agentes fazendo bungee jumping, um grupo de cinco trainees fazendo acrobacias em uma cama elástica e mais uma aula de yoga ministrada pelo Sr. Duhalib até encontrar um lugar quieto para sentar***. Depois dos prometidos dois minutos, quando Diego estava começando a pensar em ir falar com ela de novo, Ângela aparece na frente dele, com um leve rastro de fumaça.
- Putz! Você não pode andar que nem uma pessoa normal?!
- Desculpa, – ela sorriu – eu tava no automático.
Observando melhor, Diego notou que seu cabelo estava todo grudado na testa com o suor, além de sua respiração estar arfante. O teletransporte realmente parecia ser um esforço físico.
- Você resolveu treinar assim sozinha?
- Não. Foi o Dr. Moura. Ele disse “Minha filha, se você quer ter a mínima chance de sobreviver, você tem que se preparar”. Daí ele mandou colocar aquela parede lá no meio da sala de treinos.
- Hm.
- Que foi?
- Quando foi a última vez que você falou com ele?
- Ontem à tarde. Por quê?
- Você reparou se tinha alguém por perto?
- Tinha várias pessoas por perto, Diego. A gente estava no meio do corredor pro refeitório. Que cara de teoria da conspiração é essa?
Diego resolve tirar o olhar Sherlock Holmes da cara depois disso.
- Olha... eu acho que tem alguém querendo sabotar aquele velho teimoso.
- Como assim?
Ele então decide contar a Ângela os eventos da noite anterior.
- Eita. Mas você não sabe quem foi? Pelo cheiro, sei lá?
- Eu já disse isso pro Alce e vou dizer pra você: eu NÃO sou personagem da Marvel, valeu? Eu só vou conseguir reconhecer o cheiro do infeliz quando puder encontrar com ele de novo e isolar o cara.
- Ok... hmmm...eu estou pensando aqui com os meus botões...
- E?
- Vem comigo.
Ângela se teletransportou para a porta. Diego saiu correndo, a alcançou e disse:
- Se você fizer isso de novo eu vou me transformar num koala e você não vai gostar.
- Desculpa. Reflexo condicionado. – ela sorriu novamente. Diego não conseguiu evitar pensar que o humor dela melhorara consideravelmente. Ela havia passado daquele estado seco e mórbido para uma agora leve e saltitante disposição para qualquer coisa.
Eles foram seguindo pelos corredores da Agência até a sala de reuniões do Dr. Moura, onde Romi geralmente ficava****, e a encontraram assistindo Hello Dolly pela bilhonésima vez.
- Romi?
Romi virou sua órbita de cima. Não que isso parecesse fazer diferença, mas ela achava que os humanos nunca ficavam satisfeitos se ela não esboçasse nenhuma reação.
- Onde ficam as roupas do Dr. Moura?
Romi deixou sua órbita superior pender para o lado, em óbvia expressão de dúvida.*****
- A gente acha que alguém implantou algum tipo de escuta nele. Será que você poderia verificar?
Ainda desconfiada, Romi se levantou, saiu da sala e foi andando pelo corredor, seguida pelos dois jovens. Depois de virar quatro vezes à direita e ir parar em um corredor absolutamente diferente, ela parou em frente a uma porta.
- Podemos entrar, Romi?
Romi fez um gesto de “vocês primeiro”. Ângela colocou a mão na maçaneta. Diego colocou a mão em seu ombro.
- Ângela, você acha isso uma boa idéia?
- Ele nos treina para quê, Diego? De que adianta o treinamento se nós não podemos resolver os problemas na nossa própria casa?
Diego parou. Não que o argumento de Ângela tivesse sido particularmente convincente. Ele parou por outro motivo. Ela chamou a Agência... de nossa casa.
Então é isso que é ter uma casa? É isso que é se sentir em casa?...
Mais que um lugar? Algo que temos que proteger?
Como seria a minha vida fora daqui? Sem essas pessoas?
Será que eu poderia voltar para a floresta? Será que eu ficaria bem lá?
Tudo aquilo que eu conhecia como família foi destruído.
Eu vou estar sozinho. De novo.
Não vou ter com quem contar. De novo.
De novo abandonado, de novo sozinho, de novo sem ter com quem ou o quê me importar.
Sem ter quem se importe comigo.
As memórias de Alcebíades, de Dr. Moura e da Ângela fluíam aos borbotões na mente de Diego.
Eu não quero ter que ir embora. Eu tenho que proteger essas pessoas. Eu tenho que proteger... o meu lar.
* Na verdade, se teletransportava, mas Ângela insistia que era quase a mesma coisa que pular
** Que já passara por exatamente 582 reformas desde sua construção, há 2 anos.
*** Por lugar quieto entende-se um lugar fora do alcance de pernas, mãos e corpos em movimento. Nunca se sabe quando um pé ou braço perdido pode voar na sua cara.
**** Por nenhum outro motivo que não a gigantesca tv de plasma e o sistema de som.
***** Mas que poderia ser melhor traduzida por “Por que diabos você está me perguntando isso?”
- Oi.
- Eu posso falar com você?
- Me dá dois minutos.
Ângela pulava* de um lado para o outro de uma parede feita especialmente para ela no salão de treinos de resistência da Agência**. Diego passou por dois agentes fazendo bungee jumping, um grupo de cinco trainees fazendo acrobacias em uma cama elástica e mais uma aula de yoga ministrada pelo Sr. Duhalib até encontrar um lugar quieto para sentar***. Depois dos prometidos dois minutos, quando Diego estava começando a pensar em ir falar com ela de novo, Ângela aparece na frente dele, com um leve rastro de fumaça.
- Putz! Você não pode andar que nem uma pessoa normal?!
- Desculpa, – ela sorriu – eu tava no automático.
Observando melhor, Diego notou que seu cabelo estava todo grudado na testa com o suor, além de sua respiração estar arfante. O teletransporte realmente parecia ser um esforço físico.
- Você resolveu treinar assim sozinha?
- Não. Foi o Dr. Moura. Ele disse “Minha filha, se você quer ter a mínima chance de sobreviver, você tem que se preparar”. Daí ele mandou colocar aquela parede lá no meio da sala de treinos.
- Hm.
- Que foi?
- Quando foi a última vez que você falou com ele?
- Ontem à tarde. Por quê?
- Você reparou se tinha alguém por perto?
- Tinha várias pessoas por perto, Diego. A gente estava no meio do corredor pro refeitório. Que cara de teoria da conspiração é essa?
Diego resolve tirar o olhar Sherlock Holmes da cara depois disso.
- Olha... eu acho que tem alguém querendo sabotar aquele velho teimoso.
- Como assim?
Ele então decide contar a Ângela os eventos da noite anterior.
- Eita. Mas você não sabe quem foi? Pelo cheiro, sei lá?
- Eu já disse isso pro Alce e vou dizer pra você: eu NÃO sou personagem da Marvel, valeu? Eu só vou conseguir reconhecer o cheiro do infeliz quando puder encontrar com ele de novo e isolar o cara.
- Ok... hmmm...eu estou pensando aqui com os meus botões...
- E?
- Vem comigo.
Ângela se teletransportou para a porta. Diego saiu correndo, a alcançou e disse:
- Se você fizer isso de novo eu vou me transformar num koala e você não vai gostar.
- Desculpa. Reflexo condicionado. – ela sorriu novamente. Diego não conseguiu evitar pensar que o humor dela melhorara consideravelmente. Ela havia passado daquele estado seco e mórbido para uma agora leve e saltitante disposição para qualquer coisa.
Eles foram seguindo pelos corredores da Agência até a sala de reuniões do Dr. Moura, onde Romi geralmente ficava****, e a encontraram assistindo Hello Dolly pela bilhonésima vez.
- Romi?
Romi virou sua órbita de cima. Não que isso parecesse fazer diferença, mas ela achava que os humanos nunca ficavam satisfeitos se ela não esboçasse nenhuma reação.
- Onde ficam as roupas do Dr. Moura?
Romi deixou sua órbita superior pender para o lado, em óbvia expressão de dúvida.*****
- A gente acha que alguém implantou algum tipo de escuta nele. Será que você poderia verificar?
Ainda desconfiada, Romi se levantou, saiu da sala e foi andando pelo corredor, seguida pelos dois jovens. Depois de virar quatro vezes à direita e ir parar em um corredor absolutamente diferente, ela parou em frente a uma porta.
- Podemos entrar, Romi?
Romi fez um gesto de “vocês primeiro”. Ângela colocou a mão na maçaneta. Diego colocou a mão em seu ombro.
- Ângela, você acha isso uma boa idéia?
- Ele nos treina para quê, Diego? De que adianta o treinamento se nós não podemos resolver os problemas na nossa própria casa?
Diego parou. Não que o argumento de Ângela tivesse sido particularmente convincente. Ele parou por outro motivo. Ela chamou a Agência... de nossa casa.
Então é isso que é ter uma casa? É isso que é se sentir em casa?...
Mais que um lugar? Algo que temos que proteger?
Como seria a minha vida fora daqui? Sem essas pessoas?
Será que eu poderia voltar para a floresta? Será que eu ficaria bem lá?
Tudo aquilo que eu conhecia como família foi destruído.
Eu vou estar sozinho. De novo.
Não vou ter com quem contar. De novo.
De novo abandonado, de novo sozinho, de novo sem ter com quem ou o quê me importar.
Sem ter quem se importe comigo.
As memórias de Alcebíades, de Dr. Moura e da Ângela fluíam aos borbotões na mente de Diego.
Eu não quero ter que ir embora. Eu tenho que proteger essas pessoas. Eu tenho que proteger... o meu lar.
* Na verdade, se teletransportava, mas Ângela insistia que era quase a mesma coisa que pular
** Que já passara por exatamente 582 reformas desde sua construção, há 2 anos.
*** Por lugar quieto entende-se um lugar fora do alcance de pernas, mãos e corpos em movimento. Nunca se sabe quando um pé ou braço perdido pode voar na sua cara.
**** Por nenhum outro motivo que não a gigantesca tv de plasma e o sistema de som.
***** Mas que poderia ser melhor traduzida por “Por que diabos você está me perguntando isso?”
2.11.05
Formiguinhas...
Estou me sentindo uma formiga ultimamente...
Estou olhando para um futuro de 12hs de trabalho por dia, metade no escritório e metade em aulas pelo rio de janeiro inteiro... Ó vida...
Isso sem contar que eu estou, estupidamente, estudando pro vestibular da ECO, no qual eu não vou passar.
Mas... I'll cheer up. Depois do dia 13 (que é a prova) as coisas devem melhorar... Afinal, o último dia de filmagem do filme do Régis deve estar próximo também... ^.^
(Deus. Eu nunca achei que eu fosse ficar tão feliz de me livrar de um filme...)
E aí eu volto a escrever. Mi.
Estou olhando para um futuro de 12hs de trabalho por dia, metade no escritório e metade em aulas pelo rio de janeiro inteiro... Ó vida...
Isso sem contar que eu estou, estupidamente, estudando pro vestibular da ECO, no qual eu não vou passar.
Mas... I'll cheer up. Depois do dia 13 (que é a prova) as coisas devem melhorar... Afinal, o último dia de filmagem do filme do Régis deve estar próximo também... ^.^
(Deus. Eu nunca achei que eu fosse ficar tão feliz de me livrar de um filme...)
E aí eu volto a escrever. Mi.
25.10.05
The "Bear" Necessities
Hoje eu tive uma epifania... Eu finalmente liguei the BARE necessities ao fato de que é o Baloo que canta... não é lindo... ai. E eu nunca tinha percebido...
Look for the bare necessities
The simple bare necessities
Forget about your worries and your strife
I mean the bare necessities
Old Mother Nature's recipes
That brings the bare necessities of life
Wherever I wander, wherever I roam
I couldn't be fonder of my big home
The bees are buzzin' in the tree
To make some honey just for me
When you look under the rocks and plants
And take a glance at the fancy ants
Then maybe try a few
The bare necessities of life will come to you
They'll come to you!
Look for the bare necessities
The simple bare necessities
Forget about your worries and your strife
I mean the bare necessities
That's why a bear can rest at ease
With just the bare necessities of life
Now when you pick a pawpaw
Or a prickly pear
And you prick a raw paw
Next time beware
Don't pick the prickly pear by the paw
When you pick a pear
Try to use the claw
But you don't need to use the claw
When you pick a pear of the big pawpaw
Have I given you a clue ?
The bare necessities of life will come to you
They'll come to you!
So just try and relax, yeah cool it
Fall apart in my backyard
'Cause let me tell you something little britches
If you act like that bee acts, uh uh
You're working too hard
And don't spend your time lookin' around
For something you want that can't be found
When you find out you can live without it
And go along not thinkin' about it
I'll tell you something true
The bare necessities of life will come to you
24.10.05
21.10.05
Inércia
Pois é, final de período se aproxima, todo mundo se matando para terminar os trabalhos...
In the meantime, eu resolvi fazer uma breve análise da minha vida...
Algo me diz que eu deveria ter me tornado designer de moda. Assim meus desenhos poderiam ser rabiscos, e ninguém ia poder reclamar. Besides, eu nem precisaria ser realmente criativa, eu podia simplesmente pegar elementos das modas das épocas que eu mais gostasse e transferi-los para as roupas atuais, criando híbridos. Eu não vejo nenhum designer fazer algo de radicalmente diferente disso mesmo...
Vou postar em breve um desenho da Ângela, do Diego e do Alcebíades, que é o melhor que eu faço. Sintam-se livres para xingar à vontade.
Beijo pra todo mundo...
In the meantime, eu resolvi fazer uma breve análise da minha vida...
Algo me diz que eu deveria ter me tornado designer de moda. Assim meus desenhos poderiam ser rabiscos, e ninguém ia poder reclamar. Besides, eu nem precisaria ser realmente criativa, eu podia simplesmente pegar elementos das modas das épocas que eu mais gostasse e transferi-los para as roupas atuais, criando híbridos. Eu não vejo nenhum designer fazer algo de radicalmente diferente disso mesmo...
Vou postar em breve um desenho da Ângela, do Diego e do Alcebíades, que é o melhor que eu faço. Sintam-se livres para xingar à vontade.
Beijo pra todo mundo...
15.10.05
Dia dos Professores
Pois é... hoje é dia dos professores! Parabéns para mim e para o Caike...
E hoje eu dei aula em niterói e fui até a barra pra dar com a cara na porta. Minha aluna esqueceu que tinha aula... Eu mereço...
E o meu spider sense estava me avisando disso... Hoje eu quase mandei tudo às favas, desmarquei tudo e fui com a caravana pró - hockey pra Teresópolis... Mas não. O meu sense of duty é sempre mais forte que o meu spider sense, e eu fiquei no Rio, fazer o quê?
O filme está uma beleza. Tá um disse-que-me-disse e ninguém se entende, é impressionante... A última notícia é que as filmagens foram adiadas possivelmente até novembro. O motivo do adiamento é muito plausível obrigada, já que filmar amanhã significaria automaticamente f**er com a continuidade de luz. Só que, se de um lado o diretor diz que o departamento de fotografia acha que tem que adiar mesmo, que vai ficar feio e etc, a produtora (que foi eleita pela equipe a louca do ano) diz que a fotografia está botando pressão para filmar logo. O que eu tiro disso é que, das duas uma: ou a fotografia é esquizofrênica, ou há um sério, SÉRIO problema de comunicação entre a direção e a produção. O pior é que enquanto isso eu tou que nem bolinha de pingue-pongue, ligando alternadamente para o diretor e para a produtora para tentar descobrir o que ficou realmente decidido.
Ó vida...
Todo mundo se divertindo em Teresópolis e eu aqui...
Ó céus...
Mi.
E hoje eu dei aula em niterói e fui até a barra pra dar com a cara na porta. Minha aluna esqueceu que tinha aula... Eu mereço...
E o meu spider sense estava me avisando disso... Hoje eu quase mandei tudo às favas, desmarquei tudo e fui com a caravana pró - hockey pra Teresópolis... Mas não. O meu sense of duty é sempre mais forte que o meu spider sense, e eu fiquei no Rio, fazer o quê?
O filme está uma beleza. Tá um disse-que-me-disse e ninguém se entende, é impressionante... A última notícia é que as filmagens foram adiadas possivelmente até novembro. O motivo do adiamento é muito plausível obrigada, já que filmar amanhã significaria automaticamente f**er com a continuidade de luz. Só que, se de um lado o diretor diz que o departamento de fotografia acha que tem que adiar mesmo, que vai ficar feio e etc, a produtora (que foi eleita pela equipe a louca do ano) diz que a fotografia está botando pressão para filmar logo. O que eu tiro disso é que, das duas uma: ou a fotografia é esquizofrênica, ou há um sério, SÉRIO problema de comunicação entre a direção e a produção. O pior é que enquanto isso eu tou que nem bolinha de pingue-pongue, ligando alternadamente para o diretor e para a produtora para tentar descobrir o que ficou realmente decidido.
Ó vida...
Todo mundo se divertindo em Teresópolis e eu aqui...
Ó céus...
Mi.
10.10.05
Jogos e Filmagens...
Ó vida...
Eu ganhei uma partida de Sapão! Olha que legal... não tou acreditando até agora...>.<
Eu não lembro qual foi a última vez que eu ganhei alguma coisa... mi.
Sobre as filmagens, as coisas estão transcorrendo bem... mal. O Régis está batendo o pé com algumas coisas que ... bem... hum.... acabam sendo prejudiciais ao filme, né?
A parte boa é que as nossas previsões se cumpriram. O Pedro pediu até pruma árvore chegar pro lado! Obviamente ela não chegou, o que fez o Pedro arrancar um galho da pobre árvore em retaliação e entregá-lo para o Dragos, que ficou... servindo de árvore, no final das contas, segurando o galhinho para ele ficar em quadro... ^.^
Eu ganhei uma partida de Sapão! Olha que legal... não tou acreditando até agora...>.<
Eu não lembro qual foi a última vez que eu ganhei alguma coisa... mi.
Sobre as filmagens, as coisas estão transcorrendo bem... mal. O Régis está batendo o pé com algumas coisas que ... bem... hum.... acabam sendo prejudiciais ao filme, né?
A parte boa é que as nossas previsões se cumpriram. O Pedro pediu até pruma árvore chegar pro lado! Obviamente ela não chegou, o que fez o Pedro arrancar um galho da pobre árvore em retaliação e entregá-lo para o Dragos, que ficou... servindo de árvore, no final das contas, segurando o galhinho para ele ficar em quadro... ^.^
6.10.05
Alergia
Ó vida, ó céus...
Por que, ó por que inventaram os leoninos?
Era uma vez um leonino muito filho da puta. Mesmo. Aproveitador, achava que todo mundo tinha que dar graças pela existência dele e por aí vai....
E aí, um dia ele resolveu mandar um spam sobre desarmamento para a Kirjava. Que já não ia com a cara dele...
O email era repleto de baboseiras do início ao fim. Ele defendia o "NÃO" ao desarmamento, e era, sem dúvidas, um amontoado infindável de estupidez.
E a Kirjava, de raiva, se deu ao trabalho de responder. A favor do desarmamento. Primeiro ela deu um leve esporro por conta do spam, mas depois disse que aquilo tudo era uma baboseira sem fim.
A lista era enorme. MESMO. De todo mundo, só 2 pessoas responderam, quebrando o pau com a Kirjava. Isso só provou pra Kirjava que tem realmente pouca gente que gosta lá do leonino infeliz. O leonino corroborou o que o fulaninho lá falou como se ele fosse um enviado da sua corte e ele estivesse apenas acenando a cabeça em concordância. Ah, como a Kirjava despreza gente assim.
Ela respondeu de novo. Disse que não se importa com que decisão eles tomem, rebateu os argumentos deles e deu um fora no leonino bem direto por conta do spam. E pediu para ser tirada das cópias.
Kirjava é alérgica a burrice. E burrice de leonino é a pior que tem.
Por que, ó por que inventaram os leoninos?
Era uma vez um leonino muito filho da puta. Mesmo. Aproveitador, achava que todo mundo tinha que dar graças pela existência dele e por aí vai....
E aí, um dia ele resolveu mandar um spam sobre desarmamento para a Kirjava. Que já não ia com a cara dele...
O email era repleto de baboseiras do início ao fim. Ele defendia o "NÃO" ao desarmamento, e era, sem dúvidas, um amontoado infindável de estupidez.
E a Kirjava, de raiva, se deu ao trabalho de responder. A favor do desarmamento. Primeiro ela deu um leve esporro por conta do spam, mas depois disse que aquilo tudo era uma baboseira sem fim.
A lista era enorme. MESMO. De todo mundo, só 2 pessoas responderam, quebrando o pau com a Kirjava. Isso só provou pra Kirjava que tem realmente pouca gente que gosta lá do leonino infeliz. O leonino corroborou o que o fulaninho lá falou como se ele fosse um enviado da sua corte e ele estivesse apenas acenando a cabeça em concordância. Ah, como a Kirjava despreza gente assim.
Ela respondeu de novo. Disse que não se importa com que decisão eles tomem, rebateu os argumentos deles e deu um fora no leonino bem direto por conta do spam. E pediu para ser tirada das cópias.
Kirjava é alérgica a burrice. E burrice de leonino é a pior que tem.
30.9.05
Já troquei o que me incomodava muito. Vamos ver se fica assim....:
O Alce, o Coala e o Vento
Pó.
- O que foi isso, moleque?
- A porta.
- Que porta?
- A porta da Ângela.
- ... E por que ela bateu a porta?
- E eu sei lá?
- Deve ser TPM...
- Bom... de bom humor ela não tava. Tava resmungando horrores no caminho pra cá.
- Resmungando? O que que vocês foram fazer com o Dr. Moura afinal?
- Ah, a gente foi investigar um tal de Hermano Castro. Aparentemente ele tem a ver com o laboratório que a gente invadiu...
- Ah, já sei quem é. Cês pegaram o cara?
- Pegar a gente pegou. Mas o Dr. Moura não deixou a gente trazer o cara pra cá não.
- Será que é por isso que ela tá de mau humor?
- Não. Eu acho que tem alguma coisa a ver com o Dr. Moura estar preparando mais duas missões pra gente. Acho que ela não gostou que ela não vai fazer muita coisa.
- DUAS MISSÕES? Ele tá achando o quê, que vocês já podem sair assim, sozinhos?
- Credo, Alce. Olha, a gente se deu muito bem nessa missão, tá? Todo mundo ficou impressionado.
- Eu vou ter que conversar a sério com o Dr. Moura...
No dia seguinte, Dr. Moura convocou Diego, Alcebíades e Ângela para um café-da-manhã informal no refeitório da Agência. Alcebíades, como sempre, mandou uma cópia e chegou primeiro. Dr. Moura chegou com Romi logo depois, e Diego apareceu novamente atrasado. No entanto, ele não era o mais atrasado. Já passavam quinze minutos do horário marcado, e Ângela não aparecia.
- Alguém sabe o que aconteceu com ela?
- Tava de mau humor ontem.
- TPM. Mulheres são volúveis. Por isso é que elas não são boas agentes.
Romi virou sua esfera de cima para Alcebíades. Mesmo sem rosto, não era necessário ser mediúnico para sentir o peso de seu olhar de reprovação.
- Você tem que ser mais cavalheiro, Alcebíades.
- Crunchcrunchcrunch...
Todos olharam para Diego, que mal chegara, começara a mastigar furiosamente um pouco de tudo que via pela mesa.*
- Quhe phooi? - disse ele com a boca cheia.
Neste momento Ângela entra refeitório adentro. Seus cabelos estavam soltos e molhados. Vestia uma blusa preta e uma calça jeans, além da cara de poucos amigos.
- Bom dia, Ângela.
Ela se sentou, respondendo apenas com um aceno de cabeça.
- Bom. Agora podemos começar. Alcebíades, nós finalmente terminamos de avaliar o conteúdo dos arquivos que o Diego e a Ângela tiraram do escritório de Hermano Castro. Eu tenho uma notícia para você.
- Fala.
- Estamos mais perto do Daniel do que imaginávamos. Encontramos plantas de uma base, além das instruções de um dispositivo de teletransporte que deve levar diretamente a esta base. Eles devem estar usando a tecnologia dos pais da Ângela para fazer esse dispositivo funcionar. No entanto, este dispositivo tem um defeito.
- Hm.
- Ele é pré-programado. Isso quer dizer...
- Quer dizer que eles não podem se mover para onde querem. - completou Ângela.
- Sim, querida. Você sabe como o seu teletransporte funciona?
- Acho que sim. Eu desejo muito estar em outro lugar, e foco no lugar aonde quero estar. Por isso é tão difícil eu me teletransportar para lugares que não conheço. Eu não consigo focar direito.
- O que aconteceria se você se teletransportasse pro meio de uma parede? - perguntou Diego.
- Ela provavelmente morreria atravessada pela parede. Teoricamente, existe a possibilidade de que ela perceba que é uma parede antes que o seu corpo termine de se materializar, mas é muito arriscado, eu nunca soube de uma real tentativa...
- Perceber que é uma parede...? Eu mereço.**
- A consciência é a última que sai, e a primeira que chega. Ela se movimenta mais rápido que todo o resto no teletransporte. Pelo menos é assim comigo. Não sei como acontece com quem é teletransportado.
- Seja como for, Dr. Moura, eu acho que é muito legal o senhor ficar dando missões para eles, mas eu acho que o senhor andou sendo muito irresponsável na minha ausência. Eles claramente não estão preparados...
- Você tomou um tiro na testa, Alcebíades. É melhor você admitir de uma vez que contra o Daniel você vai precisar de ajuda.
Alcebíades se levantou.
- Eu!!! Eu nunca precisei de ajuda contra aquele...
Dr. Moura colocou as mãos lenta e firmemente sobre a mesa. Apoiou-se nelas e se levantou. Mesmo sendo bem mais baixo que Alcebíades, o agente mais velho impunha respeito de tal forma que ele foi forçado a se sentar.
- Você ainda segue ordens minhas. Se você me ouvisse, não teria ficado inutilizado por 2 semanas e poderia estar presente na invasão do escritório de Hermano Castro. Você não estava lá quando nós precisávamos, Alcebíades, e eu não vou mais me dar ao luxo de ter você inconsciente... ou pior.
Diego olhava de um para o outro como se fosse um jogo de pingue-pongue.*** Ele nunca havia testemunhado ninguém passar um sabão tão grande no Alcebíades. Ângela brincava com um guardanapo, fazendo-o desaparecer e reaparecer junto com a sua mão.****
- Bom. Ângela. Uma vez que nós descobrirmos onde fica a tal base, eu preciso que você estude todo o material sobre ela para conhecê-la toda por dentro. Você tem que colocar o Diego e o Alcebíades para dentro, e uma vez lá, deixe que eles façam o trabalho.
- Não.
- Ahn?
- Cansei de ser burro de carga.
- Quê?
- Não sou meio de transporte. Quero fazer um trato com você.
Dr. Moura parou por um instante.
- Ontem fez treze anos que meus pais morreram. Eu quero achar os responsáveis pela morte deles. Onde está aquele energizante? Eu posso transportar todo mundo para dentro, mas me recuso a fazer só isso. Eu quero acesso às informações que dizem respeito aos meus pais.
- Você tem idéia do que está pedindo?
- Tenho. Eu posso morrer, eu posso me machucar, eles podem me prender, me torturar, me usar como cobaia... Eu aceito o risco.
- O quê você pretende fazer quando encontrá-los?
- Eu não sei. Provavelmente só vou pedir que sejam presos. Eu já sei o que você vai dizer, que nada vai trazer os meus pais de volta. Eu sei disso. Mas quero olhar nos olhos deles, quero saber. Preciso saber.
- Muito bem. Nós conversaremos sobre isso depois. Diego, você consegue se lembrar do cheiro do Daniel?
- Ahn? É... consigo. Er... é, consigo.
- Alcebíades. Você vive dizendo que sozinho é um exército.
Alcebíades ainda estava lambendo seu orgulho ferido num canto. Ele apenas olhou para Dr. Moura.
- E...?
- Prepare-se. Você vai ter um exército à sua altura dessa vez.
* Se transformar periodicamente em koala despendia muita energia. MUITA. MESMO. Se a dieta de um ser humano normal alcança aproximadamente 2.500 calorias, a de Diego deveria ser pelo menos o dobro. Pelo menos era isso que o pessoal do refeitório achava, dadas as 8 refeições diárias que o moleque fazia sem engordar.
** As pessoas na Agência estavam começando a achar que Alcebíades tinha voltado do além-vida ainda mais reclamão do que de costume. O estagiário da xérox já imitava o Rabugento toda vez que o via. Felizmente, Alcebíades não prestava atenção. Da última vez que o estagiário o irritou, Alcebíades desenvolveu uma alergia nervosa, com conseqüências catastróficas. Ninguém queria uma manada de alces correndo solta pela Agência. De novo.
*** Ele gostava de assistir jogos de pingue-pongue. Ele tentou jogar uma vez, mas na primeira bola perdida, Diego entrou em fúria, virou um koala... e acordou 5 horas depois, com a mesa destruída e irreconhecível, bem como seu adversário.
**** O truque era ela se transportar para o mesmo lugar, com exceção da mão, que trocava. O teletransporte tinha que ser bem rápido, de forma que apenas alguém muito observador pudesse perceber a fumaça ao seu redor, e parecesse que só sua mão se transportou.
O Alce, o Coala e o Vento
Pó.
- O que foi isso, moleque?
- A porta.
- Que porta?
- A porta da Ângela.
- ... E por que ela bateu a porta?
- E eu sei lá?
- Deve ser TPM...
- Bom... de bom humor ela não tava. Tava resmungando horrores no caminho pra cá.
- Resmungando? O que que vocês foram fazer com o Dr. Moura afinal?
- Ah, a gente foi investigar um tal de Hermano Castro. Aparentemente ele tem a ver com o laboratório que a gente invadiu...
- Ah, já sei quem é. Cês pegaram o cara?
- Pegar a gente pegou. Mas o Dr. Moura não deixou a gente trazer o cara pra cá não.
- Será que é por isso que ela tá de mau humor?
- Não. Eu acho que tem alguma coisa a ver com o Dr. Moura estar preparando mais duas missões pra gente. Acho que ela não gostou que ela não vai fazer muita coisa.
- DUAS MISSÕES? Ele tá achando o quê, que vocês já podem sair assim, sozinhos?
- Credo, Alce. Olha, a gente se deu muito bem nessa missão, tá? Todo mundo ficou impressionado.
- Eu vou ter que conversar a sério com o Dr. Moura...
No dia seguinte, Dr. Moura convocou Diego, Alcebíades e Ângela para um café-da-manhã informal no refeitório da Agência. Alcebíades, como sempre, mandou uma cópia e chegou primeiro. Dr. Moura chegou com Romi logo depois, e Diego apareceu novamente atrasado. No entanto, ele não era o mais atrasado. Já passavam quinze minutos do horário marcado, e Ângela não aparecia.
- Alguém sabe o que aconteceu com ela?
- Tava de mau humor ontem.
- TPM. Mulheres são volúveis. Por isso é que elas não são boas agentes.
Romi virou sua esfera de cima para Alcebíades. Mesmo sem rosto, não era necessário ser mediúnico para sentir o peso de seu olhar de reprovação.
- Você tem que ser mais cavalheiro, Alcebíades.
- Crunchcrunchcrunch...
Todos olharam para Diego, que mal chegara, começara a mastigar furiosamente um pouco de tudo que via pela mesa.*
- Quhe phooi? - disse ele com a boca cheia.
Neste momento Ângela entra refeitório adentro. Seus cabelos estavam soltos e molhados. Vestia uma blusa preta e uma calça jeans, além da cara de poucos amigos.
- Bom dia, Ângela.
Ela se sentou, respondendo apenas com um aceno de cabeça.
- Bom. Agora podemos começar. Alcebíades, nós finalmente terminamos de avaliar o conteúdo dos arquivos que o Diego e a Ângela tiraram do escritório de Hermano Castro. Eu tenho uma notícia para você.
- Fala.
- Estamos mais perto do Daniel do que imaginávamos. Encontramos plantas de uma base, além das instruções de um dispositivo de teletransporte que deve levar diretamente a esta base. Eles devem estar usando a tecnologia dos pais da Ângela para fazer esse dispositivo funcionar. No entanto, este dispositivo tem um defeito.
- Hm.
- Ele é pré-programado. Isso quer dizer...
- Quer dizer que eles não podem se mover para onde querem. - completou Ângela.
- Sim, querida. Você sabe como o seu teletransporte funciona?
- Acho que sim. Eu desejo muito estar em outro lugar, e foco no lugar aonde quero estar. Por isso é tão difícil eu me teletransportar para lugares que não conheço. Eu não consigo focar direito.
- O que aconteceria se você se teletransportasse pro meio de uma parede? - perguntou Diego.
- Ela provavelmente morreria atravessada pela parede. Teoricamente, existe a possibilidade de que ela perceba que é uma parede antes que o seu corpo termine de se materializar, mas é muito arriscado, eu nunca soube de uma real tentativa...
- Perceber que é uma parede...? Eu mereço.**
- A consciência é a última que sai, e a primeira que chega. Ela se movimenta mais rápido que todo o resto no teletransporte. Pelo menos é assim comigo. Não sei como acontece com quem é teletransportado.
- Seja como for, Dr. Moura, eu acho que é muito legal o senhor ficar dando missões para eles, mas eu acho que o senhor andou sendo muito irresponsável na minha ausência. Eles claramente não estão preparados...
- Você tomou um tiro na testa, Alcebíades. É melhor você admitir de uma vez que contra o Daniel você vai precisar de ajuda.
Alcebíades se levantou.
- Eu!!! Eu nunca precisei de ajuda contra aquele...
Dr. Moura colocou as mãos lenta e firmemente sobre a mesa. Apoiou-se nelas e se levantou. Mesmo sendo bem mais baixo que Alcebíades, o agente mais velho impunha respeito de tal forma que ele foi forçado a se sentar.
- Você ainda segue ordens minhas. Se você me ouvisse, não teria ficado inutilizado por 2 semanas e poderia estar presente na invasão do escritório de Hermano Castro. Você não estava lá quando nós precisávamos, Alcebíades, e eu não vou mais me dar ao luxo de ter você inconsciente... ou pior.
Diego olhava de um para o outro como se fosse um jogo de pingue-pongue.*** Ele nunca havia testemunhado ninguém passar um sabão tão grande no Alcebíades. Ângela brincava com um guardanapo, fazendo-o desaparecer e reaparecer junto com a sua mão.****
- Bom. Ângela. Uma vez que nós descobrirmos onde fica a tal base, eu preciso que você estude todo o material sobre ela para conhecê-la toda por dentro. Você tem que colocar o Diego e o Alcebíades para dentro, e uma vez lá, deixe que eles façam o trabalho.
- Não.
- Ahn?
- Cansei de ser burro de carga.
- Quê?
- Não sou meio de transporte. Quero fazer um trato com você.
Dr. Moura parou por um instante.
- Ontem fez treze anos que meus pais morreram. Eu quero achar os responsáveis pela morte deles. Onde está aquele energizante? Eu posso transportar todo mundo para dentro, mas me recuso a fazer só isso. Eu quero acesso às informações que dizem respeito aos meus pais.
- Você tem idéia do que está pedindo?
- Tenho. Eu posso morrer, eu posso me machucar, eles podem me prender, me torturar, me usar como cobaia... Eu aceito o risco.
- O quê você pretende fazer quando encontrá-los?
- Eu não sei. Provavelmente só vou pedir que sejam presos. Eu já sei o que você vai dizer, que nada vai trazer os meus pais de volta. Eu sei disso. Mas quero olhar nos olhos deles, quero saber. Preciso saber.
- Muito bem. Nós conversaremos sobre isso depois. Diego, você consegue se lembrar do cheiro do Daniel?
- Ahn? É... consigo. Er... é, consigo.
- Alcebíades. Você vive dizendo que sozinho é um exército.
Alcebíades ainda estava lambendo seu orgulho ferido num canto. Ele apenas olhou para Dr. Moura.
- E...?
- Prepare-se. Você vai ter um exército à sua altura dessa vez.
* Se transformar periodicamente em koala despendia muita energia. MUITA. MESMO. Se a dieta de um ser humano normal alcança aproximadamente 2.500 calorias, a de Diego deveria ser pelo menos o dobro. Pelo menos era isso que o pessoal do refeitório achava, dadas as 8 refeições diárias que o moleque fazia sem engordar.
** As pessoas na Agência estavam começando a achar que Alcebíades tinha voltado do além-vida ainda mais reclamão do que de costume. O estagiário da xérox já imitava o Rabugento toda vez que o via. Felizmente, Alcebíades não prestava atenção. Da última vez que o estagiário o irritou, Alcebíades desenvolveu uma alergia nervosa, com conseqüências catastróficas. Ninguém queria uma manada de alces correndo solta pela Agência. De novo.
*** Ele gostava de assistir jogos de pingue-pongue. Ele tentou jogar uma vez, mas na primeira bola perdida, Diego entrou em fúria, virou um koala... e acordou 5 horas depois, com a mesa destruída e irreconhecível, bem como seu adversário.
**** O truque era ela se transportar para o mesmo lugar, com exceção da mão, que trocava. O teletransporte tinha que ser bem rápido, de forma que apenas alguém muito observador pudesse perceber a fumaça ao seu redor, e parecesse que só sua mão se transportou.
27.9.05
7 THINGS I HATE DOING OR SCARE ME:
- Brigar com as pessoas que eu gosto
- Levar esporro
- Lidar com gente burra (isso parece uma constante)
- Ser babá de diretores incompetentes
- Ser vista como "a vilã"
- Quando alguém que eu gosto está mal
- O egocentrismo das pessoas
7 THINGS I LIKE:
- Cinema
- Cantar (e eu estou rooooucaaa!)
- Desenhar/pintar
- Ler
- Escrever
- Meus amigos!
- A Sakura
7 IMPORTANT THINGS IN MY ROOM:
- Computador com internet
- papel, lapiseira e borracha
- meus dvds
- meus livros
- as coisas que eu ganhei de pessoas queridas
- fotos das pessoas queridas
- a Sakura
7 RANDOM FACTS ABOUT ME:
- Eu falo demais, mas gosto de dar vez aos outros
- Eu fico triste quando me interrompem - várias vezes
- Eu sôo arrogante de vez em quando
- Eu sou vingativa
- Eu não gosto de jogos
- Eu sou uma insufferable know-it-all
- Eu gosto de proteger as pessoas, e posso me tornar violenta no processo.
7 THINGS I PLAN TO DO BEFORE I DIE:
- Virar cineasta
- Cantar
- Ter o meu multi-estúdio (de cinema, animação, música, quadrinhos e o que mais vier...)
- Mandar o Sérgio pastar
- Sair de casa
- Comprar uma casa de campo/praia para levar todos os meus amigos
- Desenvolver um projeto de caridade que ensine as pessoas a pescar, figuradamente é claro.
7 THINGS I CAN DO:
- Chorar - de mentira e de verdade
- Fazer comentários cretinos e bem encaixados (ou não) sobre astrologia
- Macarrão
- Saber o que as pessoas que eu conheço bem vão falar
- Discutir
- Decupagens - olha que maravilha!
- Gostar também dos defeitos das pessoas... ^.^
7 THINGS I CAN'T OR WILL NOT DO:
- Passar a mão na cabeça de quem não merece
- Matemática
- Trair
- Entender o porquê de certas pessoas gostarem de ser estúpidas e inúteis
- Deixar as pessoas sozinhas quando elas precisam
- Fazer algo realmente bem
- Deixar responsabilidade de lado
7 THINGS I BELIEVE:
- Pó
- Murphy é o senhor e tudo vai dar errado
- Regra de 3. Me contaram que funciona
- A grama é sempre mais verde...
- O ornitorrinco é prova cabal do sarcasmo de Deus
- Os cachorros são um reflexo dos donos
- Astrologia
7 things I say the most:
- Mi!
- Mi...
- Mimimimimi.
- Mi?
- (é/que/foi/ou simplesmente) foda
- Escuta!
- Cara (usado muitas vezes como substituto para vírgula)
7 celeb crushes:
- Hmmm... o carinha que fez Dawson's Creek... que namorou a Jen e era mais novo que ela
- Ryan Phillipe - ele podia ter feito o Armand em vez do banderas
- nada contra o banderas, though
- hmmm... cara, isso é difícil... pq eu não tenho celeb crushes... olha... o johnny depp é legal...
- o josh harnett tem cara de macaco, mas eu não desgosto dele...
- O Tom Welling é bonito
- Eu gosto do Joshua Jackson, a despeito da cara de filha-da-puta, também... mas ele nem é tão bonito... Eu só gosto dele... ^.^
7 people that have to do this now:
Acho que só sobrou o Pantalaimon, o Giuseppe e o Gil, né?
- Brigar com as pessoas que eu gosto
- Levar esporro
- Lidar com gente burra (isso parece uma constante)
- Ser babá de diretores incompetentes
- Ser vista como "a vilã"
- Quando alguém que eu gosto está mal
- O egocentrismo das pessoas
7 THINGS I LIKE:
- Cinema
- Cantar (e eu estou rooooucaaa!)
- Desenhar/pintar
- Ler
- Escrever
- Meus amigos!
- A Sakura
7 IMPORTANT THINGS IN MY ROOM:
- Computador com internet
- papel, lapiseira e borracha
- meus dvds
- meus livros
- as coisas que eu ganhei de pessoas queridas
- fotos das pessoas queridas
- a Sakura
7 RANDOM FACTS ABOUT ME:
- Eu falo demais, mas gosto de dar vez aos outros
- Eu fico triste quando me interrompem - várias vezes
- Eu sôo arrogante de vez em quando
- Eu sou vingativa
- Eu não gosto de jogos
- Eu sou uma insufferable know-it-all
- Eu gosto de proteger as pessoas, e posso me tornar violenta no processo.
7 THINGS I PLAN TO DO BEFORE I DIE:
- Virar cineasta
- Cantar
- Ter o meu multi-estúdio (de cinema, animação, música, quadrinhos e o que mais vier...)
- Mandar o Sérgio pastar
- Sair de casa
- Comprar uma casa de campo/praia para levar todos os meus amigos
- Desenvolver um projeto de caridade que ensine as pessoas a pescar, figuradamente é claro.
7 THINGS I CAN DO:
- Chorar - de mentira e de verdade
- Fazer comentários cretinos e bem encaixados (ou não) sobre astrologia
- Macarrão
- Saber o que as pessoas que eu conheço bem vão falar
- Discutir
- Decupagens - olha que maravilha!
- Gostar também dos defeitos das pessoas... ^.^
7 THINGS I CAN'T OR WILL NOT DO:
- Passar a mão na cabeça de quem não merece
- Matemática
- Trair
- Entender o porquê de certas pessoas gostarem de ser estúpidas e inúteis
- Deixar as pessoas sozinhas quando elas precisam
- Fazer algo realmente bem
- Deixar responsabilidade de lado
7 THINGS I BELIEVE:
- Pó
- Murphy é o senhor e tudo vai dar errado
- Regra de 3. Me contaram que funciona
- A grama é sempre mais verde...
- O ornitorrinco é prova cabal do sarcasmo de Deus
- Os cachorros são um reflexo dos donos
- Astrologia
7 things I say the most:
- Mi!
- Mi...
- Mimimimimi.
- Mi?
- (é/que/foi/ou simplesmente) foda
- Escuta!
- Cara (usado muitas vezes como substituto para vírgula)
7 celeb crushes:
- Hmmm... o carinha que fez Dawson's Creek... que namorou a Jen e era mais novo que ela
- Ryan Phillipe - ele podia ter feito o Armand em vez do banderas
- nada contra o banderas, though
- hmmm... cara, isso é difícil... pq eu não tenho celeb crushes... olha... o johnny depp é legal...
- o josh harnett tem cara de macaco, mas eu não desgosto dele...
- O Tom Welling é bonito
- Eu gosto do Joshua Jackson, a despeito da cara de filha-da-puta, também... mas ele nem é tão bonito... Eu só gosto dele... ^.^
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